Número de óbitos vira maior referência na nova matriz de risco do ES - ES360

Número de óbitos vira maior referência na nova matriz de risco do ES

A partir de segunda-feira, começam a valer novos critérios para avaliar os riscos dos municípios. Governo tentar estimular as cidades a atuar nos indicadores para melhorar classificação

O governador Renato Casagrande apresentou, na tarde desta quarta-feira (26), uma nova matriz de risco para a proliferação do coronavírus. Ele vai servir como base para o desenho do que foi definido como “mapa de risco de convivência”. O novo mapa será anunciado até o final de semana e entrará em vigor a partir de segunda-feira. A classificação das cidades continuará sendo de nível baixo, moderado, alto ou de extremo risco para o avanço da pandemia.

Essa classificação levará em consideração dois fatores: ameaça e vulnerabilidade. O primeiro deles é o mais importante e será resultado de uma equação composta por casos ativos no município (30% no “peso” da equação), a quantidade de testes por mil habitantes (mais 30%) e também a média móvel de óbitos dos últimos 14 dias (40%). O segundo fator vai avaliar a taxa de ocupação de leitos nos hospitais, mas ela tem importância menor porque a oferta de vagas está sob controle há algumas semanas. O objetivo principal dessa nova matriz, segundo o governador, é reduzir o número de óbitos.

O comandante-geral do Corpo de Bombeiros, Coronel Alexandre Cerqueira explicou que uma quantidade de mortes razoáveis em decorrência da covid-19 seria 10 mortes em todo o estado para entrar no risco moderado de ameaça. Sendo assim, cada município, de acordo com a população, tem seus gatilhos para se enquadrar no nível de risco moderado, severo ou extremo de ameaça.

O governo do estado separou os municípios por faixas de habitantes: acima de 200 mil, 100 mil a 200 mil, 50 mil a 100 mil, acima de 30 mil e abaixo de 30 mil. Cada faixa tem um gatilho determinado, por exemplo, Vitória para estar no risco de ameaça leve tem que ter uma média móvel de 0,5 óbitos. Atualmente esse número é de 1,14, ou seja, teria que reduzir mais da metade do que tem hoje”, esclareceu o coronel Alexandre Cerqueira.

O governador insistiu no papel a ser desempenhado pelas prefeituras nesse novo mapa. “Os municípios, por meio da saúde da família e grupos de gestão da covid-19 podem fazer isolamento, testar mais e definir se a situação na cidade vai ser de risco alto, moderado ou baixo, de acordo com esses indicadores. Eles podem atuar diretamente sobre eles, testando mais habitantes, isolando casos ativos e dando atenção especial no acompanhando dos sintomas. Isso tudo vai reduzindo óbitos é um trabalho de todos nós”, explicou Casagrande.


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