Nova presidente quer acelerar trabalho da gestão atual da Findes - ES360

Nova presidente quer acelerar trabalho da gestão atual da Findes

Representante do setor gráfico, Christine Samorini faz parte da atual diretoria da Federação das Indústrias e assumirá função em agosto

Christine Samorini foi eleita nova presidente da Findes. Foto: Divulgação

Cristhine Samorini chega à presidência da Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes) com a proposta de acelerar mudanças iniciadas pela atual gestão, de Léo de Castro, e buscar atender as necessidades do setor industrial em sua amplitude, deixando de lado eventuais divisões entre pequenas, médias e grandes empresas. A empresária de 41 anos, quase a metade deles dedicado ao setor gráfico, venceu,  por 23 votos a 10, o cafeicultor Egidio Malanquini na disputa pela presidência da federação. Ela assume a função no dia 1º de agosto.

Foi também uma vitória do atual presidente. “O resultado simboliza a concordância dos industriais com as escolhas que fizemos nos últimos anos”, disse Léo de Castro, elencando quais foram essas escolhas: a profissionalização da entidade, a ampliação da transparência, relacionamento maior e mais integrado “com todos os atores e poderes do Espírito Santo”, além do aprofundamento da relação com a academia e a sociedade.

A futura presidente da Findes planeja aprofundar e acelerar os caminhos abertos pela atual gestão, da qual faz parte como diretora. E pretende fazer isso tendo como base um planejamento discutido ao longo da campanha com cerca de 30 empresários e 20 representantes de setores industriais. “Elaboramos um plano de trabalho abrangendo vários setores produtivos. Estabelecemos um diálogo próximo para ancorar o plano nos principais desafios dos empresários. E queremos fazer isso sem ter divisões entre pequenos, médios e grandes empresas”, diz ela.

O fato de já fazer da atual gestão é visto por Christine como um fator fundamental, porque lhe permite conhecer pontos possíveis de serem acelerados em sua gestão: “Por um ou outro motivo, a diretoria atual não conseguiu avançar em alguns setores. Sabemos quais são e vamos acelerar o que ficou pelo meio do caminho.”

Em fase de mudança de diretoria, a Findes está diante de um enorme desafio: a crise econômica gerada pela pandemia do coronavírus. Como os próximos três meses serão de transição, Christine e Léo pretendem atuar para “dar o suporte necessário para a indústria do estado”. O atual presidente da Findes resume o atual quadro da seguinte forma: as empresas estão doentes, precisam de oxigênio, e o oxigênio delas é o capital de giro. E está difícil conseguir esse capital. “As decisões não chegaram no balcão. Os anúncios estão corretos, mas não virou prática”, diz o presidente da Findes. Em relação ao governo federal, ele afirma: dá para fazer mais. E citou as dificuldades locais para conseguir crédito. “O governo do estado acertou quando criou um fundo de aval para empresas conseguirem crédito. Mas para conseguir o empréstimo a empresa tem de ter todas as certidões em dia. Ora, quem recorre é porque está em dificuldade, e provavelmente não tem condições de apresentar essa documentação em dia. Precisamos aperfeiçoar…”

Christine será a primeira mulher a presidir a Findes em quase 100 anos de existência da entidade. “Isso revela maturidade de nossos industriais. Porque esse ambiente é muito masculinizado. Eu estou de certa forma habituada, porque atuo num setor, o gráfico, também muito masculinizado. Durante a campanha encontrei muitas mulheres e estou estimulando a sua participação mais ativa na federação. Mas não quero usar o fato de ser mulher como ponto de avaliação de minha gestão. Ela terá de ser avaliada por conta das nossas entregas para a sociedade.”

Léo de Castro deverá continuar atuando na diretoria da Confederação Nacional da Indústrias após deixar a presidência da Findes. E considera importante ter estabelecido um novo perfil para a Findes, “mais impessoal, com uma agenda mais convergente, focada no resultado e na necessidade de demonstrar para a sociedade os serviços prestados pela federação, como na área da educação, por exemplo”. As escolas mantidas pela Findes, por meio das verbas do Sistema S, atendem 10 mil alunos no estado.


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