Nova onda de covid no ES já é uma realidade, diz médico intensivista - ES360

Nova onda de covid no ES já é uma realidade, diz médico intensivista

Médico reforça que é preciso analisar estrutura de atendimento dos hospitais para responder dúvidas sobre os novos casos

A Secretaria Estadual de Saúde admitiu, em pronunciamento na quarta-feira, dia 4, o crescimento de casos de covid-19 no estado e anunciou, entre outras medidas, a reativação de 60 leitos de enfermaria e UTI exclusivos para atendimento de pacientes infectados pelo novo coronavírus. Mas é possível definir se isso é de fato uma nova onda de transmissão da doença? Um dos profissionais na linha de frente do combate ao novo coronavírus, o médico intensivista Adenilton Rampinelli, colunista da rádio BandNewsFM Espírito Santo, afirmou que o grande movimento da população durante o último feriado de outubro e os novos casos coincidem com o tempo de incubação do vírus, mas que outros dados reforçam a ideia de que vivemos uma nova onda da deonça.

“Podemos dizer que o aumento dos casos na última semana em relação aos dois últimos meses é um reflexo, mesmo que indiretamente, da liberação exagerada e a falta de cumprimento das orientações sanitárias. As datas coincidem, temos um período de 15 a 16 dias entre as últimas datas festivas e o novo aumento de casos, e agora infelizmente colhemos o fruto. Eu considero, sim, uma segunda onda”, afirma o médico.

Para Adenilton, a necessidade da volta de remanejamento de leitos de UTI, o aumento de espera para internação e o número crescente de atestados médicos por parte de profissionais da área de saúde referentes ao coronavírus reflete o conceito de uma nova onda.

“É lógico que é um vírus novo e nós estamos conhecendo ele aos poucos, mas a onda crescente de casos é uma infeliz coincidência que muitas autoridades sanitárias já avisavam e previram”, afirma Adenilton.

Para o médico, é preciso analisar o atendimento aos pacientes com Covid ao olhar a curva da média móvel, que é o número médio de casos ou morte nos últimos 7 dias. “O que precisamos levar em consideração é se a estrutura de atendimento está sendo sobrecarregada novamente, e hoje temos esse cenário mais uma vez, então eu não consideraria uma marola”, reforça o médico.

Apesar do cenário pandêmico já ter se deparado com falta de leitos e prontos socorros lotados desde o início da pandemia, o médico reforçou que o número maior de vagas para atendimento à Covid que podem surgir nas próximas semanas não reflete uma onda mais branda e muito menos uma projeção de queda para casos futuros.

“Por conta da queda de casos em relação aos meses do pico, os leitos que tinham sido realocados para Covid foram reordenados para tratar outros casos. A taxa de ocupação pode cair mas não porque há um número menor de casos e sim porque houve um aumento na oferta de leitos para o Covid. Nos últimos meses houve mobilização para realocar novamente esses leitos para o tratamento do vírus, e é por isso que precisamos analisar esses dados com cautela.”


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