Nas redes sociais, usuários organizam boicotes e protestos contra Carrefour - ES360

Nas redes sociais, usuários organizam boicotes e protestos contra Carrefour

Internautas também organizam protestos em frente a unidades da companhia nesta sexta-feira, no Dia da Consciência Negra

A morte de um homem negro espancado por dois homens brancos – um segurança e um policial militar – em uma unidade do Carrefour em Porto Alegre (RS) enfureceu cidadãos nas redes sociais, que passaram a defender boicote à rede varejista e organizar protestos em frente a unidades da companhia nesta sexta-feira (20), Dia da Consciência Negra.

Os usuários do Twitter rechaçaram a nota oficial do Carrefour Brasil com explicações sobre as medidas tomadas após o ocorrido. Até o começo da tarde, havia cerca de 3,5 mil comentários com xingamentos e acusações pelo novo episódio de violência nas imediações da companhia.

As manifestações de revolta partiram de perfis variados nas redes sociais. O ator e comediante Leandro Ramos (do grupo Choque de Cultura) sugeriu um boicote ao Carrefour, numa postagem com 10 mil curtidas na rede social. “Então, como é que a gente vai fazer pra organizar um boicote sério ao Carrefour?”, escreveu Ramos.

O fundador da MRV, maior construtora residencial do País, Rubens Menin, também condenou o ocorrido, porém sem citar nomes. “Deprimente caso da morte de homem negro por seguranças no supermercado do RS, exatamente no dia da consciência negra. Até quando???”, postou o empresário.

O perfil Favelado Investidor, do jovem Murilo Duarte, que também é bastante conhecido na comunidade do fintwit, fez postagem com xingamento à rede varejista e teve mais de 2 mil curtidas.

O ex-juiz e ministro da Justiça, Sergio Moro, lamentou que em pleno Dia da Consciência Negra, o destaque do noticiário é o espancamento e morte de um cidadão negro em um supermercado. “A violência racial não pode mais ser tolerada. Que os assassinos sejam punidos com rigor. Minha solidariedade aos familiares e amigos”, postou Moro.

A crescente repercussão negativa nas redes sociais pode vir a impactar o desempenho no Carrefour no Brasil, faltando uma semana para a Black Friday, uma das datas de maior movimento para o varejo nacional.

No fim da manhã, representantes de movimentos sociais e vereadores negros eleitos para a Câmara Municipal de Porto Alegre se reuniram para uma manifestação em frente à unidade do Carrefour onde o caso de violência aconteceu. Mais protestos estavam sendo convocados nas redes para o mesmo local.

A candidata do PCdoB que está no segundo turno da corrida eleitoral na capital gaúcha, Manuela D’Ávila, se manifestou dizendo que não é possível se calar diante do racismo e apoiou o protesto que cobrava responsabilização do Carrefour e prestava solidariedade à família da vítima.

Estadão Conteúdo


Deixe um comentário:

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *


Mais notícias
País

Carrefour: ato de várias religiões homenageia João Alberto

País

Tarcísio de Freitas é o 14º ministro diagnosticado com covid-19

Cult

Paulinho da Viola faz sua primeira live neste sábado

Esportes

Tyson x Jones é o pontapé inicial para a liga das lendas nos EUA