"Não teremos cidades com risco alto na próxima semana", diz subsecretário da Sesa - ES360

“Não teremos cidades com risco alto na próxima semana”, diz subsecretário da Sesa

Em entrevista à BandNews FM, Luiz Carlos Reblin pediu à população para evitar grandes eventos de fim de ano, reduzindo assim o risco de contágio

Mapa de Risco

Em entrevista à Rádio BandNewsFM Espírito Santo nesta quarta-feira (2), o subsecretário de Estado de Vigilância em Saúde, Luiz Carlos Reblin, afirmou que apesar da possibilidade de mudanças no Mapa de Risco para alguns municípios que se encontram em baixo risco de classificação, não há previsões de mudanças para risco alto.

Com o fim de ano chegando em um período de crescimento dos casos de coronavírus e óbitos da doença, Reblin pediu o apoio da população para evitar grandes eventos de fim de ano e, assim, reduzir o risco de contágio.

Segundo o subsecretário, estamos vivendo uma nova elevação de casos de covid-19, em paralelo a primeira onda que persistiu entre os meses de março e agosto, com queda apenas no mês de setembro.

“Nós estamos enfrentando novamente uma elevação. No final de setembro os casos começaram a aumentar. Em outubro foram as internações. E em novembro os óbitos. É a segunda elevação da covid que é uma situação experimentada pelo mundo todo. Os outros estados brasileiros passam pela mesma situação”, disse Reblin.

Com a elevação dos casos no último mês, o governo do Estado voltou a reajustar a oferta de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para atender pacientes com covid-19. Dados do Painel Covid-19, da Secretaria da Saúde, desta quarta-feira (4), mostram que 82,05% dos leitos de UTI do estado estão ocupados.

Para contornar a situação, o subsecretário afirmou que irá continuar ampliando a capacidade de atendimento, e que já existe a opção de remanejamento dos leitos. “Nós necessariamente estamos ampliando a capacidade de atendimento aos pacientes de covid. Estamos trabalhando com a possibilidade de aumento de internações, a Secretaria ainda tem condições de abrir mais 715 leitos de UTI, como abrimos no início da pandemia”.

Sobre o recente reforço do Estado comunicando a proibição de festas e shows de fim de ano no estado, Reblin lembrou que a regra foi estabelecida no início da pandemia. “Na verdade não houve uma proibição de realização desses eventos nesse momento. A vedação é do início da pandemia: a realização de eventos em locais públicos, casa de shows e boates, independente da classificação de risco do município. Eventos sociais e corporativos, tanto no risco baixo e moderado, com até é 300 pessoas, seguindo as recomendações sanitárias, está permitido”, garantiu.

A Associação Brasileira dos Promotores de Eventos (Abrape) chegou a demonstrar insatisfação após o comunicado da última segunda-feira (30), alegando que não houve diálogo por parte do Estado na decisão, e que sequer foi considerado o funcionamento desses eventos mesmo com regras sanitárias e de distanciamento.

Segundo o subsecretário, não houve decisão unilateral. “O governador reuniu todos os representantes há cerca de 10 ou 12 dias pra discutir a nova fase da matriz de risco do estado e não houve uma decisão unilateral, diálogos com o setor aconteceram durante todo o processo de ações contra a pandemia, e esse diálogo continua.”

Apesar da possibilidade de estarmos entrando em uma segunda onda de casos e o risco maior com as datas festivas, o subsecretário lembrou que a prevenção à contaminação do covid é dever de todo cidadão.

“Eu julgo que a responsabilidade é de todos nós, precisamos entender que aglomeração de pessoas precisa vir acompanhado de regras, com distância, máscara no rosto e higiene nas mãos. Hoje precisamos entender que para manter o estado atual da doença no estado como risco moderado, é necessário continuar reforçando as medidas de segurança e seguindo com consciência.”


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