"Não devemos ter segunda onda da covid no ES", avalia pesquisadora da Ufes - ES360

“Não devemos ter segunda onda da covid no ES”, avalia pesquisadora da Ufes

Ethel Maciel afirma que fase de redução de circulação do vírus deve ocorrer entre final de outubro e começo de novembro

OMS: testes populacionais amplos de covid-19 nem sempre são úteis. Foto: Reprodução
OMS: testes populacionais amplos de covid-19 nem sempre são úteis. Foto: Reprodução

Com a manutenção da queda do número de casos e óbitos registrada nas últimas semanas no Espírito Santo, a previsão é que não ocorra a chamada segunda onda da covid-19 no estado. A avaliação é da professora, pesquisadora e pós-doutora em epidemiologia da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) Ethel Maciel. “Tivemos uma primeira onda tão estendida que acho difícil que tenhamos uma segunda onda dessa magnitude. A gente já passou pela fase aguda e muitas pessoas já estão voltando a circular”, explica.

Segundo ela, o estado está com queda sustentável dos casos da covid, mas a redução é lenta, principalmente porque algumas regiões do interior ainda estão com taxa de transmissão perto de 1, fase diferente do que está sendo vivenciada na Grande Vitória.

Ufes: Ethel Maciel defende a elaboração de políticas públicas. Foto: Divulgação
Ufes: Ethel Maciel avalia pandemia no Espírito Santo. Foto: Divulgação

“Aqueles que estão ainda com RT acima de 1 ainda contribuem para termos mais casos e óbitos. Certamente já passamos pela pior fase. Estamos esperando pela estabilidade, que deve ocorrer entre final de outubro e começo de novembro. Também chamamos essa fase de controle, que é quando a taxa de transmissão (RT) está próxima de zero e o vírus vai parando de circular”, explica.

Mudança para risco leve

Para a pesquisadora, a região da Grande Vitória só deve entrar em risco leve no final de outubro, após a alteração feita na matriz de risco pelo governo do Estado.

Na semana passada, o governo anunciou que entre os critérios para passar para risco leve está a faixa de 0,5 óbitos ao dia na média móvel de 14 dias nas cidades com mais de 200 mil habitantes. Vitória, por exemplo, está com média móvel de 0,93 nesta segunda, queda de 51% em relação à semana anterior. Em todo o Estado a média é de 15 mortes.

“Acredito que chegaremos nessa faixa estabelecida para risco leve só entre final de outubro e início de novembro. Temos tido média móvel de 15, 16 mortes ao dia no estado já tem algumas semanas. Está estendido e lento. A previsão é que se mantenha essa faixa. E temos que avaliar como será após o retorno de servidores, faculdades. Setembro será um mês para ver se realmente estamos conseguindo controlar a flexibilização e se não vamos modificar a curva”, avalia.


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