Modelo do Renda Brasil não agrada Bolsonaro e governo decide adiar anúncio - ES360

Modelo do Renda Brasil não agrada Bolsonaro e governo decide adiar anúncio

Detalhes do novo programa assistencial que substituirá o Bolsa Família não convenceram o presidente e lançamento previsto para a próxima terça, 25, ainda não tem nova data

Presidente da República, Jair Bolsonaro. Foto: Alan Santos/PR
Presidente da República, Jair Bolsonaro. Foto: Alan Santos/PR

 

Após reunião entre o presidente Jair Bolsonaro e o ministro Paulo Guedes, o governo decidiu adiar o lançamento do megapacote previsto para esta terça-feira (25). Como antecipou o Estadão, as medidas foram apelidadas internamente de “Big Bang”, em referência à teoria da criação do Universo, e envolviam o desenvolvimento de um novo programa assistencial em substituição ao Bolsa Família, obras públicas e sugestões para “desengessar” o Orçamento.

> Paulo Guedes quer acabar com Farmácia Popular e abono salarial

Com a decisão, os eventos do megapacote econômico serão divididos em mais de um dia, ainda sem data definida. Segundo fontes do Palácio do Planalto, “grandes projetos” como o Renda Brasil, o novo programa assistencial pensado pelo governo, devem ganhar eventos próprios “pela grandeza” que possuem.

Fontes do Planalto relatam que os atos para regulamentar os anúncios ainda não estavam finalizados pela equipe econômica, o que teria deixado Bolsonaro incomodado. Os detalhes do Renda Brasil, como o benefício médio de R$ 247, antecipado pelo Estadão, também teriam desagradado o presidente. Para bancar o custo do novo programa, R$ 52 bilhões, Guedes propõe a extinção de programas considerados ineficientes, como o abono salarial, o seguro-defeso, Farmácia Popular e salário-família.

Pela manhã, ao ser questionado pela imprensa após evento no Planalto, o ministro da Casa Civil, Walter Braga Netto já tinha indicado que o evento poderia ser cancelado. Para amanhã, a ideia é manter apenas o anúncio do programa Casa Verde Amarela, em substituição ao Minha Casa, Minha Vida. O governo deve reduzir os juros cobrados nos financiamentos habitacionais, principalmente para as regiões Norte e Nordeste. Pelas projeções oficiais, a medida vai beneficiar 1 milhão de pessoas.

Estadão Conteúdo


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