"Mil vagas de trabalho", prevê presidente da Associação dos Comerciantes da Leitão da Silva

“Mil vagas de trabalho” prevê presidente da Associação dos Comerciantes da Leitão da Silva

Em obras, trânsito na avenida foi liberada na última terça-feira 16). Segundo o DER, intervenções devem ser concluídas em novembro

Wellington Gonçalves, presidente da Associação de Comerciantes da Leitão da Silva
Wellington Gonçalves, presidente da Associação de Comerciantes da Leitão da Silva fala sobre a retomada do comércio após a liberação das pistas da avenida. Foto: Divulgação

Após cinco anos, o trânsito nas três pistas de cada sentido da avenida Leitão da Silva foi liberado pelo governo do Estado na última semana. Mas a liberação não significa a conclusão dos trabalhos, já que faltam, ainda, a ciclovia e as calçadas. A previsão de entrega continua sendo novembro, prazo avaliado como positivo para o presidente da Associação de Comerciantes da Leitão da Silva, Wellington Gonçalves. De acordo com ele, mil vagas de empregos devem ser abertas na região.

Desde 2014, as obras na Leitão da Silva estão sendo realizadas e o comércio ficou muito prejudicado. Com a abertura da pista, qual a expectativa da Associação dos Comerciantes?
A expectativa dos comerciante da região é bastante favorável, porque nós temos sofrido desde 2014 com a intervenção na avenida e vários comerciantes fecharam as lojas nesse período. Quando assumiu, o governador (Renato Casagrande) nos prometeu que a obra seria entregue até novembro de 2019. Junto com o Luis Cesar Maretto (diretor do Departamento de Estradas de Rodagem, que realiza a obra), eles acabaram tomando iniciativa de liberar cada trecho assim que ficasse pronto, e é o que tem acontecido. Tem sido satisfatório, pois o fluxo de veículos acaba dando outra cara para a avenida.

Vocês conseguiram perceber alguma mudança na liberação?
Já melhorou em alguns aspectos, mas ainda temos uma interdição em um trecho: uma obra pequena, no cruzamento da Leitão da Silva com a César Hilal, de uma vala para colocação de uma sonda. O resto da avenida está 100% liberada. Com a pintura das faixas e a sinalização semafórica concluídas, o trânsito liberado em três vias de cada lado da avenida vai ajudar muito o comércio.

Quantos estabelecimentos fecharam ou tiveram prejuízo desde a interdição?
Desde o início da obra em 2014 mais de 40 lojas foram fechadas. Perdemos 300 postos de trabalho. Alguns comércios puderam migrar para outro local, mas foram poucos, pois a maioria fechou as portas. Em relação ao faturamento, tivemos perda de no mínimo 40% da receita de todo o comércio da Leitão da Silva. O impacto não foi maior porque alguns trabalham com televendas, mas a venda de balcão foi muito afetada.

Agora qual a expectativa do comércio?
Eu não tenho dúvida disso, temos perspectiva de novos empreendimentos. Há 90 dias já começou-se uma nova corrida pela Leitão da Silva, já abriram novos restaurantes, outlets, tem um grande centro médico para ser aberto e previsão ainda de novas lojas de tinta e automóveis para serem abertas e muitos outros empreendimentos ainda estão por vir na região. A expectativa é muito boa.

Têm estimativa de quantos postos de trabalho podem ser abertos?
Se a gente se basear no centro médico que está em obra, que tem mais de 20 mil metros quadrados, pode ter certeza que mil vagas de trabalho devem ser oferecidas. A Leitão da Silva sempre foi caracterizada por ser comercial. Com a chegada de novos estabelecimentos acredito que vai ajudar muito o comércio da região.

Ainda tem um tempo de obra, o que avaliam de dificuldade daqui para frente?
Ainda temos uma questão bem difícil de se lidar que são os estacionamentos. Vários comerciantes perderam seus estacionamentos e temos conversado com a prefeitura de Vitória sobre o assunto. A gente espera que haja consenso e bom senso para que as lojas não se prejudiquem mais do que já foram prejudicadas.


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