Metalúrgicos paralisam atividades no Espírito Santo - ES360

Metalúrgicos paralisam atividades no Espírito Santo

Na quarta-feira (28), haverá uma mediação na Superintendência Regional do Trabalho e Emprego no Espírito Santo (SRTE-ES)

Paralisação dos metalúrgicos na entrada da Vale, em Vitória. Foto: Ouvinte BandNews FM
Paralisação dos metalúrgicos na entrada da Vale, em Vitória. Foto: Ouvinte BandNews FM

 

Na manhã desta segunda-feira (26), os metalúrgicos do Espírito Santo iniciaram o movimento grevista, diante do impasse na negociação salarial para renovação da Convenção Coletiva de Trabalho 2020/2021. Paralisaram as atividades nas empresas prestadoras de serviços dos grandes complexos, principalmente: ArcelorMittal, Estaleiro Jurong, Samarco e Vale. Na quarta-feira (28), haverá uma mediação na Superintendência Regional do Trabalho e Emprego no Espírito Santo (SRTE-ES).

O Sindicato dos Metalúrgicos no Estado do Espírito Santo (Sindimetal-ES) disse que no primeiro dia a greve teve total adesão e deve continuar até que o o Sindicato das Indústrias Metalúrgicas e de Material (Sindifer) avance na proposta e atenda as reivindicações dos metalúrgicos: 5% de reajuste salarial, 12% de reajuste nos pisos, carteira alimentação de R$ 590, plano de saúde livre de custos tanto para os trabalhadores quanto para seus dependentes, além da manutenção de todas as cláusulas da convenção coletiva.

Após meses de impasse na negociação salarial com a bancada patronal (Sindifer), os metalúrgicos do Espírito Santo que atuam nas áreas industriais aprovaram, na última sexta-feira (23), o edital que determina a greve. A decisão se deu após o sindicato patronal negar a reivindicação da categoria e apresentar uma proposta 1% de reajuste salarial e a retirada da 13ª cláusulas da atual Convenção Coletiva de Trabalho.

Em razão de urgência, o Sindifer solicitou uma audiência de mediação na Superintendência Regional do Trabalho e Emprego no Espírito Santo (SRTE-ES) do Ministério da Economia (antigo MTE) para quarta-feira (28), às 13h30. A bancada patronal disse ainda estar aberta a negociar e lamenta que no momento tão difícil que o país atravessa, com o aumento do desemprego e a economia desacelerada, o Sindimetal inicie o movimento de greve.

“Lamentamos não ter conseguidos sensibilizar os representantes do Sindimetal-ES sobre a limitada capacidade econômica das empresas associadas neste ano de pandemia, pois é certo que todas tiveram e ainda continuam tendo muitos custos adicionais em prevenção e elevação do nível de absenteísmo em função da necessidade de afastamento de até 14 dias dos empregos que contraíram a covid-19”, disse presidente do Sindifer, Luis Soares Cordeiro.

Para o Sindimetal-ES, o sindicato patronal está usando a pandemia do novo coronavírus para justificar o que eles já vêm tentando fazer há muitos anos, mesmo antes de qualquer sinal da doença, que é retirar direitos, enfraquecer os metalúrgicos e aumentar ainda mais a precarização da mão de obra.


Deixe um comentário:

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *


Mais notícias
Dinheiro

Contas públicas fecham com superávit pela 1ª vez desde início da pandemia

Dia a dia

Detran-ES lança serviço automatizado de registro de veículos novos

Mundo

Moderna anuncia eficácia em vacina e pedirá uso emergencial nos EUA e Europa

Mundo

Vacina de Oxford perde status de grande aposta e vira incógnita