Maradona, gênio dos gramados e humano fora deles - ES360

Maradona, gênio dos gramados e humano fora deles

Um ídolo incontestável, Maradona chegou a fazer 91 partidas vestindo a camisa da seleção argentina, marcando 34 vezes, sendo oito em quatro Copas do Mundo

O maior jogador da história do futebol argentino, Diego Armando Maradona, morreu nesta quarta-feira (25) aos 60 anos. Maradona sofreu uma parada cardiorrespiratória em sua casa em Tigre, segundo o jornal argentino “Clarín”.

O gênio do futebol passou por uma delicada cirurgia no cérebro no começo do mês e recebeu alta oito dias depois. Na ocasião o médico considerou a cirurgia como simples, mas havia um temor pelo estado de saúde que Maradona se encontrava no momento da cirurgia.

Diego Maradona (Reprodução: Web)
Diego Maradona (Reprodução: Web)

Um ídolo incontestável, Maradona chegou a fazer 91 partidas vestindo a camisa da seleção argentina, marcando 34 vezes, sendo oito nas quatro Copas do Mundo (1982, 1986, 1990 e 1994) onde defendeu seu país por 17 anos.

O craque ficou famoso não só pela genialidade dentro de campo mas também por toda sua personalidade expansiva que o fez ser símbolo de luta política no esporte. Um jogador histórico para a Argentina, não só como atleta, mas também como herói, quando venceu a Copa de 86, quatro anos depois de uma derrota na guerra das Ilhas Malvinas que o país argentino lutou contra a Inglaterra.

Diego foi eleito o melhor daquela Copa e ainda fez, na histórica partida contra a Inglaterra, o gol do século premiado pela FIFA. A mágica perna esquerda de Maradona acabou rendendo ao craque 11 títulos ao longo da carreira como jogador.

Diego Maradona e sua tatuagem de Che Guevara (Reprodução: Web)
Diego Maradona exibe sua tatuagem de Che Guevara (Reprodução: Web)

O argentino também nunca escondeu o lado político, posição confirmada em seu braço direito com a tatuagem de Ernesto ‘Che’ Guevara e a de sua panturrilha esquerda, com o rosto de Fidel Castro. O atleta ainda rotineiramente fazia declarações contra os bastidores políticos da FIFA, principalmente aos dirigentes.

Essa fuga da imparcialidade rendeu a Maradona inimigos e fiéis, chegando a ganhar até uma própria religião. Fundada em 1988 por torcedores argentinos, o culto considera a data de nascimento de Maradona como Natal.

Circulado por polêmicas de abuso de drogas e álcool, e pela recusa ou demora em reconhecer filhos fora do casamento, o craque também teve histórico de atritos com a imprensa, incluindo a do seu próprio país.

Mas foi esse conjunto de acontecimentos marcantes e irreverentes que também fizeram Maradona tão grande. Seus ídolos e grande parte do mundo o viam como mais que um gênio do futebol, enxergando a humanidade e erros de um homem por trás de toda a genialidade futebolística.

Maradona italiano

Maradona jogou durante quatro anos ao lado do brasileiro Careca, no Napoli. Conquistaram o único bicampeonato italiano da história do clube. Aqui, contra o Bayern, um pequeno exemplo do talento da dupla.

A chegada do craque Maradona ao Napoli, que foi comprado pelo Barcelona em 1984, deu origem a um período de glórias marcantes para história do clube. A conquista do primeiro scudetto contra o gigante Juventus em 87, título da Série A do futebol italiano, o transformou em um mito para os napolitanos. O atleta foi homenageado pela cidade ganhando uma praça com o nome ‘Piazza Diego Armando Maradona’ – e ainda ficou marcado em murais espalhados pela cidade.

Com Pelé, manteve uma rotina de troca de farpas e de juras de amizade. Na estréia do programa de televisão argentino “La Noche del 10”, onde Maradona estreava como apresentador no dia 15 de agosto de 2005, Pelé foi o primeiro convidado e finalizou o episódio cantando uma música de sua autoria, a pedido de Diego.

Homenagens

Logo após a divulgação da morte de Diego Maradona, diversos clubes de futebol e figuras públicas prestaram suas homenagens via rede social, inclusive o governador do Estado, Renato Casagrande.


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