Mais de 2,8 mil pessoas continuam desalojadas no Espírito Santo - ES360

Mais de 2,8 mil pessoas continuam desalojadas no Espírito Santo

Já foi oficializada a situação de emergência e estado de calamidade pública em alguns municípios

Duas Barras, distrito de Iconha, no Sul do Espírito Santo. Foto: Internauta
Duas Barras, distrito de Iconha, no Sul do Espírito Santo. Foto: Internauta

Diminuiu para 2.769 o número de desalojados pela chuva que atinge o Espírito Santo desde a última sexta-feira (17). Segundo o último boletim divulgado pela Sesp (Secretaria estadual da Segurança Pública e Defesa Social), às 11 horas desta quinta-feira (23), há 87 desabrigados em todo o estado.

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De acordo com o boletim divulgado às 11h, do total de pessoas afetadas, 2.769 tiveram que deixar as casas e se acomodar provisoriamente com parentes ou amigos, ou seja, são consideradas desalojadas. E 87 tiveram que ser levadas para abrigos públicos – em alguns casos, improvisados em escolas públicas ou igrejas. Em todo o estado, sete pessoas morreram em consequência da chuva.

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A situação é mais grave na região sul do estado. Em Alfredo Chaves, a cerca de 80 quilômetros da capital capixaba, Vitória, foi registrado o maior número de desalojados: 1.107pessoas. Além disso, três das sete mortes registradas em todo o território capixaba ocorreram no município, que, por outro lado, não contabiliza nenhum desabrigado. Na última segunda-feira (20), a prefeitura declarou situação de calamidade pública no município, que teve ao menos 17 pontes danificadas ou destruídas, ruas alagadas, casas destruídas e estradas vicinais e rodovias estaduais atingidas por deslizamentos de terra, que interromperam parcial ou integralmente o tráfego de veículos.

Alagamento em Alfredo Chaves, no sul do Espírito Santo, em 18 de janeiro de 2020. Foto: governo do estado
Alagamento em Alfredo Chaves, no sul do Espírito Santo, em 18 de janeiro de 2020. Foto: governo do estado

 

Em Vargem Alta, 40 quilômetros a oeste de Alfredo Chaves, mais 1.020 pessoas tiveram que deixar suas casas e se alojar na casa de parentes ou amigos. Na cidade havia, até a manhã desta quinta-feira, 58 pessoas desabrigadas.

Em Iconha, 22 pessoas tiveram que sair de casa e procurar abrigos improvisados, como o montado em uma igreja católica que recebeu a maior parte dos afetados. No município localizado a 100 quilômetros ao sul de Vitória, o nível do Rio Iconha, que corta a cidade, subiu quase quatro metros no fim de semana, causando alagamentos e obrigando a Defesa Civil Municipal a pedir às famílias que moram em áreas de risco que deixassem suas casas e buscassem abrigo em lugares seguros. 523 pessoas continuam desalojados.

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O abastecimento de água foi afetado em parte de Iconha e, no domingo (19), a empresa de água e esgoto, Saae, recomendou à população que consuma água com cautela. “Que a água seja utilizada para as necessidades básicas, de higiene, sendo que carros-pipa estarão à disposição das famílias para que seja feita a limpeza das casas”. A prefeitura também pediu aos munícipes que colaborassem com a doação de materiais de limpeza e de higiene pessoal para as vítimas das enchentes.

Além de Alfredo Chaves, também declararam estado de calamidade pública as prefeituras de Iconha, Rio Novo do Sul e Vargem Alta – decretos já homologados pelo governo estadual e reconhecidos pelo governo federal.

Oficializada a situação de emergência ou o estado de calamidade pública, os governos podem contratar serviços temporários e fazer compras consideradas essenciais para o enfrentamento da situação, sem a obrigatoriedade de realizar processo licitatório. O reconhecimento federal da situação de emergência também permite às prefeituras pedir recursos da União para ações de socorro, assistência às vítimas, restabelecimento de serviços essenciais e reconstrução. Os moradores de áreas afetadas que tenham sido diretamente prejudicados podem buscar alguns auxílios, inclusive financeiros, oferecidos pelos governos municipais, estaduais e federal.

Agência Brasil

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