Lava Jato em Curitiba chega ao fim e passa a integrar grupo anticrime organizado - ES360

Lava Jato em Curitiba chega ao fim e passa a integrar grupo anticrime organizado

Em sete anos e 79 operações, foram condenadas 174 pessoas. Entre elas, o ex-presidente Lula, além de importantes atores políticos, dirigentes da Petrobras e executivos

Sede do Ministério Público Federal (MPF) no Paraná, onde fica a força-tarefa da Lava Jato Curitiba. Foto: MPF-PR/Divulgação
Sede do Ministério Público Federal (MPF) no Paraná, onde fica a força-tarefa da Lava Jato Curitiba. Foto: MPF-PR/Divulgação

Como anunciado em dezembro pelo procurador-geral da República, Augusto Aras, chegou ao fim neste mês o prazo para integração da força-tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba ao Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) instituído no Ministério Público Federal do Paraná.

Desde o dia 1º de fevereiro, a força-tarefa paranaense deixou de existir oficialmente, após quase sete anos de trabalho. Quatro de seus membros seguirão no Gaeco, com mandatos até agosto de 2022, para garantir a continuidade das investigações em curso. A equipe é composta ainda por mais cinco procuradores.

Veja a composição do Gaeco no Paraná:

– Alessandro José Fernandes de Oliveira
– Daniel Holzmann Coimbra
– Henrique Gentil Oliveira
– Henrique Hahn Martins de Menezes
– Laura Gonçalves Tessler
– Lucas Bertinato Maron
– Luciana de Miguel Cardoso Bogo
– Raphael Otavio Bueno Santos
– Roberson Henrique Pozzobon

Desde março de 2014, a Lava Jato abriu 79 fases e condenou 174 pessoas. Entre elas, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, o ex-governador do Rio, Sérgio Cabral, além de importantes atores políticos, dirigentes da Petrobras e executivos de empreiteiras.

Segundo o Ministério Público Federal, dos R$ 15 bilhões ajustados em acordos de colaboração premiada e de leniência, R$ 4,3 bilhões já foram devolvidos aos cofres públicos.

“O legado da força-tarefa Lava Jato é inegável e louvável considerando os avanços que tivemos em discutir temas tão importantes e caros à sociedade brasileira. Porém, ainda há muito trabalho que, nos sendo permitido, oportunizará que a luta de combate a corrupção seja efetivamente revertida em prol da sociedade, seja pela punição de criminosos, pelo retorno de dinheiro público desviado ou pelo compartilhamento de informações que permitem que outros órgãos colaborem nesse descortinamento dos esquemas ilícitos que assolam nosso país há tanto tempo”, afirmou o procurador Alessandro José de Oliveira, que assumiu a direção da força-tarefa após a saída de Deltan Dallagnol e seguirá como coordenador do núcleo da Lava Jato no Gaeco.


Deixe um comentário:

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *


Mais notícias
Dinheiro

Único apostador da Mega-Sena leva prêmio de 49 milhões

Dia a dia

Saiba como agendar a vacina contra covid no Espírito Santo

País

Média móvel de mortes por covid bate recorde e chega a 1.180

Tec

Justiça obriga homem a excluir comentário no WhatsApp