"Investiremos cada vez mais na modernização", diz presidente do Banestes - ES360

“Investiremos cada vez mais na modernização”, diz presidente do Banestes

Segundo José Amarildo Casagrande, o banco fechou 2019 com lucro recorde de R$ 214 milhões. Em entrevista, ele fala sobre e as novidades do banco para este ano

Com um lucro recorde de R$ 214 milhões no ano passado, o Banestes inicia 2020 mirando na modernização de alguns dos seus produtos, como o cartão Banescard e a ampliação da sua carteira de crédito. O presidente do banco, José Amarildo Casagrande, detalha esses e outros projetos e fala também dos desafios das instituições financeiras diante da atuação cada vez maior das fintechs no país. Presente em todo o estado, o Banestes também tem se destacado pelo atendimento à população atingida pelas últimas enchentes com linhas de crédito especiais. Confira.

A que o banco atribui o resultado de 2019?
A gente vem ao longo dos anos conseguindo manter um resultado bastante sustentável e crescente. E chegamos ao lucro recorde de R$ 214 milhões em 2019. A carteira imobiliária foi uma das que mais cresceu, até porque temos hoje as menores taxas de mercado. Temos também um crescimento expressivo na prestação de serviços, principalmente no cartão de crédito. Fizemos uma modernização grande do nosso aplicativo, criamos um aplicativo de cartões que dá maior comodidade ao cliente e lançamos o cartão Contactless, que é reconhecido ao ser aproximado da máquina, sem que seja necessário inseri-lo.

O que é feito com o lucro do banco?
O Banestes repassa 56% do seu resultado para os acionistas, e o governo do estado é o nosso controlador e maior acionista. Então, em 2019, foram mais de R$ 100 milhões que a gente retornou para o governo, para ser investido em políticas públicas. O Banestes, além de contribuir para o desenvolvimento de todo o estado, retorna parte do seu lucro para o governo.

Quais as melhorias previstas para os clientes em 2020?
Vamos fazer uma modernização no Banescard, que pretendemos finalizar ainda no primeiro semestre. A melhoria que faremos será ‘bandeirá-lo’. Estamos na fase final de propostas. O objetivo é dar maior comodidade aos clientes, que poderão utilizar o cartão em todos os meios de pagamento.

A modernização é uma necessidade cada vez maior.
Sim. O mercado bancário está passando por uma grande transformação nos últimos anos. É só olhar as startups e as fintechs. E isso faz com que a cada dia a gente tenha que melhorar nossos serviços, criando facilidades para os nossos clientes. Hoje, a gente observa a tendência do público de usar muito mais os aplicativos que as agências. Então, nós investimos nisso, mas também no atendimento especializado. Na agência do Shopping Vitória, criamos uma agência com consultores financeiros para orientar melhor as aplicações e investimentos de acordo com o perfil de cada cliente.

Com as fintechs, existe uma tendência de barateamento das taxas cobradas pelos bancos. As taxas do Banestes são competitivas?
São muito competitivas. Posso afirmar que não há banco com melhores taxas que o Banestes no estado. Não perdemos em taxa para nenhum banco.

Como é possível seguir com esse bom resultado?
Com modernização, redução de despesas e aumento da carteira de crédito. Primeiro, temos que ser muito mais eficientes e, por isso, estamos fazendo uma redução das nossas despesas. Também estamos buscando aumentar nossa carteira de crédito. Hoje, há um público muito grande de microcrédito e empreendedor individual, que não era muito enxergado pelas instituições financeiras. E há linhas de crédito específicas para esse público.

Um trabalho importante do banco tem sido na disponibilização de linha especiais para as vítimas das enchentes deste ano.
São linhas de crédito especiais para pessoas físicas e empresas. Para os clientes pessoa física, por exemplo, temos a linha de crédito para a aquisição de eletrodomésticos, móveis e materiais de construção, com valor de até R$ 30 mil. Clientes pessoa jurídica podem financiar até R$ 200 mil pela linha de crédito Capital de Giro Emergencial, com prazo máximo de 48 meses, taxa de juros de CDI e carência de 12 meses. Além disso, os clientes com operações de crédito parcelado já contratadas nos municípios afetados podem contar com 12 meses de carência, entre outras medidas de apoio do banco para os clientes.


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