Interpol prende acusado pelo ataque ao Porta dos Fundos em Moscou - ES360

Interpol prende acusado pelo ataque ao Porta dos Fundos em Moscou

Eduardo Fauzi deixou o país em 29 de dezembro, cinco dias após o ataque e um dia antes de ter a prisão decretada pela Justiça

Eduardo Fauzi no vídeo em que chama os integrantes do Porta do Fundos de bandidos: fuga após ser avisado de mandado de prisão e pedido de asilo à Russia. Foto: Reprodução
Eduardo Fauzi fez um vídeo em que chama os integrantes do Porta do Fundos de ”bandidos”. Foto: Reprodução

A Interpol localizou nesta sexta-feira (04), o homem suspeito de participar do ataque com coquetéis molotov à sede da produtora do Porta dos Fundos, na zona sul do Rio, em dezembro do ano passado. Eduardo Fauzi Richard Cerquise está sob custódia em Moscou, na Rússia.

Segundo informou seu advogado, Diego Rossi Moretti, a manutenção da detenção depende da formalização de um pedido de extradição pelo Ministério da Justiça. A reportagem entrou em contato com a pasta, que ainda não confirmou se deu início aos trâmites para que ele seja trazido de volta ao Brasil.

Fauzi deixou o país em 29 de dezembro, cinco dias após o ataque e um dia antes de ter a prisão decretada pela Justiça. Ele foi identificado como um dos cinco autores do atentado pela Polícia Civil do Rio, que conduziu a investigação, após ser flagrado por câmeras de segurança deixando o veículo usado na fuga.

Com a palavra, a defesa

O escritório ROR Advocacia Criminal, com sede em Santa Catarina, responsável pela defesa de Eduardo Fauzi Cerquize, informa que está acompanhando os trâmites do procedimento movido pela polícia Civil do Estado Rio de Janeiro. Que no tocante as informações de que Eduardo estaria preso, ressaltamos que não trata-se de prisão e sim de uma apreensão realizada pelas autoridades russas, visando a averiguação da situação dele. Não há confirmação sobre o procedimento de extradição pela autoridades brasileira. Por fim, ressaltamos que há pendente a análise de pedido de Habeas Corpus Criminal, visando assegurar a integral liberdade de Eduardo, junto ao Superior Tribunal de Justiça, em Brasília/DF. Por outro lado, a defesa lamenta a morosidade na conclusão das investigações, não se sustentando o decreto prisional, por total ausência de provas sobre a justa causa penal.

Estadão Conteúdo


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