Interior do ES está perto de estabilização de casos da covid, diz pesquisador da Ufes - ES360

Interior do ES está perto de estabilização de casos da covid, diz pesquisador da Ufes

O número de mortes no interior também superou o da Grande Vitória pela primeira vez desde o início da pandemia, foram 52% no interior na última semana epidemiológica

Depois de a Grande Vitória ter entrado na fase de recuperação da covid-19, com a diminuição do número de casos e óbitos, agora o interior do Espírito Santo também se aproxima da fase de estabilização dos casos. Segundo o pesquisador e professor do Departamento de Matemática da Ufes (Universidade Federal do Espírito Santo) Etereldes Gonçalves Júnior, o interior está em fase de desaceleração. A velocidade de transmissão dos casos (RT) ainda está 1,05 e o platô é atingido quando chega em 1. Há 60 dias, a taxa de transmissão chegou a ser de 2,7. “Está no momento de se aproximar de 1 no interior. O número vem caindo, mas para dizer se isso é momentâneo ou uma tendência precisamos aguardar”, explicou.

O número de mortes no interior também superou o da Grande Vitória pela primeira vez desde o início da pandemia. Na última semana epidemiológica, de 9 a 15 de junho, foram 52% dos óbitos no interior e 48% nos quatro maiores municípios da Grande Vitória.

Óbitos no interior começaram a superar os da Grande Vitória. Imagem: Divulgação

O atraso da estabilização dos casos no interior da Grande Vitória é de quase um mês. Segundo o professor, a Grande Vitória começou a fase de desaceleração do número de casos ativos da covid na semana do dia 24 de junho. “Há praticamente um mês o número de casos vem descendo na região metropolitana, parecendo um platô com pequenos espasmos”.

Para ter a confiança de afirmar que os números realmente estão caindo, o professor explicou que precisa ser analisado o número de casos notificados diários, a busca pelo atendimento nos postos de saúde por pessoas com sintomas de covid. E uma semana depois, a tendência tem de ser consolidada com a queda do número de óbitos, pois os dados das mortes são de fato mais atrasados.

Leitos de UTI

Outro fator que aponta a queda do crescimento do número de casos ativos é a redução da pressão por leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva). O professor Etereldes lembra que a pressão por leitos, que chegou próximo a 90% nas últimas semanas e tem tido queda diária nos últimos dias, aponta que o número de novos casos está caindo diariamente. A pressão ocorre, segundo ele, porque em média um paciente na UTI só tem alta depois de 14 dias. E os que vão a óbito ficam em média 12 dias no leito.


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