Importações no Espírito Santo cresceram 25% em 2019 - ES360

Importações no Espírito Santo cresceram 25% em 2019

Em entrevista à rádio BandNews FM, o presidente do Sindiex fala sobre o bom momento do setor no cenário capixaba e faz previsões para o futuro

Marcilio Machado, presidente do Sindicato do Comércio de Exportação e Importação do Estado. Foto: Divulgação
Marcilio Machado, presidente do Sindicato do Comércio de Exportação e Importação do Estado. Foto: Divulgação

Na contramão do país, o Espírito Santo fechou 2019 com alta de 25% nas importações. Automóveis e aeronaves foram as principais alavancas para impulsionar esse cenário positivo. Juntos, foram responsáveis por cerca de 14% do total de US$ 6 bi em importações no ano. A afirmação é do presidente do Sindiex (Sindicato do Comércio de Exportação e Importação do Espírito Santo), Marcilio Machado. Confira a entrevista concedida à rádio BandNews FM ES.

Quais são os itens mais importados pelo estado?
Um dos principais é o carvão mineral, que atende à siderurgia. Mas em 2019, tivemos um número muito significativo de importação de automóveis e aeronaves, entre aviões e helicópteros, que tiveram uma representação quase tão grande quanto o carvão mineral. Além disso, tivemos importações também de aparelhos elétricos de telefonia e equipamentos hidráulicos. Mas a bola da vez, digamos assim, foram as aeronaves e automóveis.

E qual o valor total importado pelo estado em 2019?
Foram cerca de US$ 6 bilhões. As importações de automóveis e aeronaves representaram aproximadamente 14% desse valor. É importante observar que enquanto as importações no Brasil tiveram queda de quase 2%, o Espírito Santo voltou a crescer. Nosso crescimento foi de cerca de 25%. Isso só aconteceu na década de 90, quando começou a entrar muito automóvel no estado, durante a abertura do mercado brasileiro. Na ocasião, o Espírito Santo chamou a atenção do país inteiro pelo grande volume. Os pátios estavam todos cheios.

A que o senhor atribui a esse cenário positivo?
Temos um grupo de empresas importadoras e exportadoras que surgiu desde a criação do Fundap (Fundo de Desenvolvimento das Atividades Portuárias), incentivo financeiro que foi um sucesso e que colocou o Espírito Santo no mapa brasileiro do Comércio Exterior. O Fundap não acabou, existe ainda, e grande parte das importações de helicópteros e aviões é feita com esse incentivo. Além disso, existe um grupo composto por mais de 200 empresas com grande expertise que busca em todo o país oportunidade de negócios para movimentar os portos e os aeroportos do Espírito Santo.

E quanto à competitividade com os demais estados?
É importante ressaltar nossa parceria com a Secretaria da Fazenda. Para termos competitividade, é preciso que as leis sejam claras e que o contribuinte, o empresário, seja bem orientado, de modo que ele não acabe infringindo nenhuma lei por falta de conhecimento. Essa parceria tem sido muito importante e continuará sendo bastante válida. Se fechamos com 25% de aumento em 2019, em 2020 vamos dobrar esse movimento.

E como o mercado estrangeiro enxerga o Brasil?
Uma notícia recente apontou que o Brasil se tornou o quarto destino de investimento direto do exterior, atrás dos EUA, China e Singapura. Investidores estrangeiros estão investindo nos países que possuem um novo governo, uma nova cultura, com mais transparência. E o investimento é a variável mais importante para que, no futuro, aconteçam as exportações. As exportações também têm boas expectativas de crescimento, porque o Brasil está buscando se inserir nas cadeias globais por meio de acordos como a União Europeia e Mercosul, com a Coreia do Sul e Canadá. É um cenário muito otimista para o Comércio Exterior.

Qual é o impacto do setor na economia capixaba?
São mais de 30 mil pessoas envolvidas direta ou indiretamente na atividade. E quanto mais movimentamos esse negócio, mais recursos são destinados para a sociedade como um todo. Uma parte o ICMS que é pago na importação é destinada para as prefeituras do Espírito Santo. É um efeito de cadeia de resultados positivos. Nas redes sociais, como o LinkedIn, por exemplo, começou a surgir uma grande procura por profissionais de Comércio Exterior e despachantes aduaneiros. O que move a economia é o empreendedorismo. E o Espírito Santo está fazendo um bom trabalho.

E quanto a paralisação da Samarco?
O minério de ferro representou em 2019 cerca de 23% das exportações capixabas. Mas estou otimista com o andamento das negociações e de que a Samarco voltará a operar e a exportar. As expectativas são boas para o minério de ferro, assim como o petróleo e o setor de rochas ornamentais.

O que se espera do futuro do setor?
Esse acordo entre os EUA e a China, dois grandes parceiros do Brasil e do Espírito Santo, permitirá que deixemos para trás esse cenário nebuloso e de insegurança. Precisamos mesmo é que o governo, em Brasília, faça isso acontecer. Estou otimista que isso já esta acontecendo e os resultados das exportações também irão refletir.

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