Homem que destruiu mais de 500 doses de vacina nos EUA acredita que Terra é plana, diz FBI - ES360

Homem que destruiu mais de 500 doses de vacina nos EUA acredita que Terra é plana, diz FBI

Farmacêutico, que concordou em se declarar culpado das acusações, achava que ela iria prejudicar as pessoas, torná-las inférteis e implantá-las com microchips

Quando uma farmacêutica descobriu que 57 frascos da vacina da Moderna contra o coronavírus foram deixados estragando do lado de fora da geladeira de uma clínica de Wisconsin, nos Estados Unidos, em dezembro, a trabalhadora imediatamente suspeitou de um colega que havia espalhado alegações falsas e bizarras, de acordo com os registros do tribunal.

Durante meses, Steven Brandenburg, o farmacêutico do turno da noite do Aurora Medical Center, em Grafton, Wisconsin, disse que achava que a vacina iria prejudicar as pessoas, torná-las inférteis e implantá-las com microchips.

Agora, as autoridades federais dizem que sua crença em afirmações desacreditadas vai além da vacina. O farmacêutico, que concordou em se declarar culpado das acusações de tentativa de estragar a vacina, também disse acreditar que a Terra é plana e que o céu não é real, segundo documentos judiciais.

Suas crenças foram reveladas no tribunal após uma busca no telefone, computador e disco rígido de Brandenburg pelo FBI. Os documentos incluem entrevistas com Brandenburg e com a técnica de farmácia do Aurora Medical Center, Sarah Sticker, que disse às autoridades que descobriu as doses não refrigeradas da vacina da Moderna por volta das 3 da manhã do dia 26 de dezembro. Os registros abertos foram relatados pela primeira vez pelo Daily Beast.

“Brandenburg estava muito envolvido em teorias da conspiração”, disse Sticker à polícia, de acordo com os registros do tribunal. Jason D. Baltz, advogado de Brandenburg, se recusou a fazer comentários ao Washington Post.

O farmacêutico retirou 57 frascos, cada um contendo o suficiente para 10 aplicações da vacina da Moderna que estavam nas geladeiras do hospital, nas noites de 24 e 25 de dezembro, dizem os promotores.

Na primeira noite, ele deixou as doses da vacina sem refrigeração por cerca de três horas antes de colocá-las de volta na geladeira, disse Brandenburg às autoridades. No dia seguinte, ele disse que removeu mais uma vez as doses, as quais Sticker encontrou depois de terem ficado sem refrigeração por cerca de nove horas.

O incidente levou a uma investigação do FBI, do Departamento de Polícia de Grafton e da FDA, órgão equivalente à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no Brasil. O hospital foi forçado a descartar quase 600 doses após o incidente.

Em 26 de dezembro, 57 pacientes receberam a vacina da Moderna contra o coronavírus que haviam sido deixadas de fora da geladeira por Brandenburg, de acordo com os autos do tribunal. Um administrador do hospital disse aos investigadores que eles não teriam usado a vacina se soubessem que ela foi removida da refrigeração em 24 de dezembro.

O hospital, que lançou uma investigação interna motivada pelas descobertas de Sticker, disse que foi inicialmente “levado a acreditar” que o incidente foi causado por “um erro humano inadvertido”. Porém, em 30 de dezembro, disseram as autoridades, Brandenburg admitiu ter removido intencionalmente os frascos.

“Fiz isso com o objetivo de permitir que a vacina ficasse fora da faixa de temperatura para que não fosse eficaz”, disse Brandenburg em um e-mail para investigadores do Advocate Aurora Health, observando que ele acreditava que a vacina “seria prejudicial para os indivíduos que a recebessem”.

Naquele mesmo dia, o Advocate Aurora Health anunciou que Brandenburg não trabalhava mais no hospital.

Em outra entrevista com as autoridades, Sticker disse que Brandenburg enviou mensagens de texto para ela promovendo as falsas crenças que ele apoiava, incluindo que o céu não era realmente o céu, mas um “escudo colocado pelo governo para impedir que as pessoas vissem Deus”, mostram os registros do tribunal.

Brandenburg, em uma entrevista separada com o Departamento de Polícia de Grafton e o FBI, disse que “ele tem mantido interesse em teorias da conspiração” pelos últimos sete anos. Espera-se que Brandenburg compareça ao tribunal em 9 de fevereiro.

Estadão Conteúdo


Deixe um comentário:

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *


Mais notícias
Dia a dia

ES registra 9 óbitos e 1.089 casos de covid-19 em 24h

Dia a dia

hacker preso no ES pela PF paga fiança e é solto

Tec

Satélite brasileiro será lançado na madrugada deste domingo

Dia a dia

Com ações inclusivas, Maranata leva ensinamentos a pessoas com deficiência