Grande Vitória tem queda de casos e mortes pela covid, diz subsecretário - ES360

Grande Vitória tem queda de casos e mortes pela covid, diz subsecretário

Segundo Luiz Carlos Reblin, 70% dos registros estão no interior do estado. Ainda assim, uma segunda onda da doença não está descartada

A Grande Vitória pode já estar deixando o “platô” do novo coronavírus. Em entrevista à rádio Band News FM ES, o subsecretário de Vigilância em Saúde, Luiz Carlos Reblin, voltou a reafirmar que a região metropolitana apresenta forte tendência de queda no número de casos e mortes em decorrência da covid-19. De acordo com ele, 70% dos casos são registrados hoje no interior do estado. Apesar da notícia, Reblin destaca que ainda é cedo discutir sobre a reabertura de estabelecimentos que continuam fechados, como os bares, e não descarta a possibilidade de uma segunda onda da doença.

Leitos de UTI

Em breve, a Sesa (Secretaria de Estado da Saúde) deve retomar os atendimentos e a utilização das UTIs (Unidades de Terapia Intensiva) para as cirurgias de especialidades suspensas durante a pandemia. Segundo Reblin, a sobrecarga nos leitos utilizados no tratamento da covid-19 está diminuindo.

> Espírito Santo inicia reverão de leitos da covid-19 para outras doenças

“Nosso planejamento dos leitos, felizmente foi de maneiro correta, e atendeu a necessidade no momento mais crítico. E agora, com a diminuição (dos casos) na Grande Vitória, há uma sobrecarga menor de necessidade de internação. Isso faz com que os leitos, de UTI principalmente, que antes eram dedicados a pacientes de covid possam retomar sua função para outras patologias. Isso estará agregado obviamente no futuro com a retomada de outras cirurgias e atendimentos que em função da pandemia estavam suspensos”, disse.

Covid-19 se concentra no interior do Estado

“Nós temos uma tendência de queda apontada pelos números que se apresentam. Lembrando que esses números são notificados principalmente pelos municípios que alimentam nosso sistema de informação. E de fato na Grande Vitória, especialmente em Vitória, Vila Velha, Viana, Serra e Cariacica, há uma redução significativa do número de casos informados e também aqueles confirmados por exame de laboratório. E também, por consequência, há uma redução dos óbitos nessas regiões. Hoje, temos 70% dos casos registrados vindo do interior e 30% na Grande Vitória. Mas isso não significa que a doença acabou. Não temos conhecimento profundo do comportamento que ela terá. Ainda há a necessidade de manter o distanciamento entre as pessoas. Quem puder, permaneça em casa. Além disso, não esquecer do uso das máscaras e a higiene das mãos. É fundamental que a gente mantenha o rigor para que essa tendência de queda se confirme”, explicou Reblin.

Dados da Sesa X Dados do consórcio de veículos da imprensa

Apesar da tendência confirmada pela Sesa sobre a queda no número de casos e óbitos em decorrência do novo coronavírus, os dados apresentados pelo consórcio dos veículos de imprensa que monitoram a situação da doença no país ainda apontam um cenário de estabilidade. De acordo com Reblin, a divergência ocorre em virtude da metodologia utilizada pela entidade na apresentação dos balanços.

“Os dados são exatamente os mesmos. Os veículos recorrem aos dados do nosso painel diariamente. E eles colocam num gráfico considerando as informações das últimas 24 horas. Por exemplo, se foram apurados 30 óbitos nas últimas 24 horas, eles vão colocar esses 30 óbitos na data de hoje. Nós distribuímos esses óbitos pelo dia em que eles ocorreram. Essa é a diferença entre as duas formas de apresentação. Mas, mesmo assim, elas têm tendências muito parecidas”.

Reabertura de bares

Apesar do cenário positivo na Grande Vitória, Reblin reforça que ainda não há previsão para a reabertura dos bares na região metropolitana. “Ainda é cedo para falar sobre isso. Agradecemos a compreensão de toda a sociedade, de todos os empresários, de todos os setores da economia que trabalham nesses estabelecimentos e do público em geral que frequenta (os bares). Mas o Espírito Santo adotou critérios importantes. Estamos em uma tendência de queda. Vamos aperfeiçoar nossa matriz de risco e produzir novos indicadores para reabertura dos estabelecimentos com toda a segurança. É o cuidado com a vida, para preservar a vida das pessoas”, destacou.


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