Findes publica manifesto defendendo veto a reajuste de servidores - ES360

Findes publica manifesto defendendo veto a reajuste de servidores

O Senado votou na quarta-feira (19) para derrubar o veto do presidente Jair Bolsonaro à medida que permite reajuste salarial para algumas categorias do funcionalismo público até o final de 2021

Prédio da Findes. Foto: Chico Guedes
Findes. Foto: Chico Guedes

 

A Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes) publicou um manifesto em apoio ao veto do governo federal ao reajuste para servidores. O Senado votou na quarta-feira (19) para derrubar o veto do presidente Jair Bolsonaro à medida que permite reajuste salarial para algumas categorias do funcionalismo público até o final de 2021. A proposta foi aprovada pelo Congresso dentro do socorro financeiro a Estados e municípios, mas acabou barrada pelo Palácio do Planalto. A matéria será analisada nesta quinta-feira (20) novamente pela Câmara.

> “É impossível governar o País”, diz Bolsonaro sobre reajuste de servidores

Para a Findes, a manutenção do veto é fundamental para o Brasil prosseguir no rumo da responsabilidade fiscal, no momento em que as contas públicas já se encontram debilitadas, com o teto de gastos sob ameaça, em função da recente recessão e do necessário combate à pandemia do novo coronavírus.

Segundo a Federação, a eventual supressão do veto, na lei que assegura ajuda a estados e municípios para o enfrentamento da pandemia, abre a possibilidade de gasto adicional de R$ 120 bilhões a R$ 130 bilhões, agravando o déficit primário do setor público, que fechou o primeiro trimestre em R$ 402 bilhões, o pior resultado da série histórica. Somente no Espírito Santo, um estado que se destaca por seu equilíbrio fiscal e ambiente de negócios favorável, o impacto negativo pode ser superior a R$ 250 milhões.

A federação destaca que a economia brasileira já vinha abalada em função do recente período recessivo: nos últimos seis anos o PIB do país encolheu perto de 4%. Neste ano,
deve encolher em torno de 6%. O desemprego já atinge 13,3%, prejudicando 12,8 milhões de brasileiros. O setor privado tem adotado severas medidas para enfrentar o cenário atual, com corte de gastos, redução de carga horária e salário, suspensão de contratos e desligamentos.

Ainda deixou claro no manifesto que não se trata aqui de questionar a importância desta ou daquela categoria. Mas possibilitar um reajuste para trabalhadores que já contam com estabilidade, vencimentos e aposentadorias integrais indica uma demonstração de insensibilidade, neste momento de extrema gravidade.


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