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Exemplo que vem de Portugal

Crescimento da representatividade feminina no parlamento português pode ser modelo para outros países e abrir portas para garantir melhores oportunidades para mulheres que querem empreender

Ainda não é o número ideal, mas o parlamento português deu uma lição recente para o mundo e, principalmente para nós brasileiros e brasileiras, de que é preciso e é possível levar mulheres a ocupar lugares importantes na política.

Das 226 vagas do parlamento português nas eleições que ocorreram no mês passado, 86 foram ocupadas por mulheres. São 10 a mais do que em 2015. Para muitos, o número parece pequeno, mas é preciso enxergar além: cresceu mais de 10% desde a última eleição.

Mas o que isso representa para o empreendedorismo feminino? A representação parlamentar feminina abre as portas para a criação de medidas e leis que visem a facilitar o acesso das mulheres a linhas de crédito e a programas de incentivo ao empreendedorismo, seja em Portugal, seja no Brasil ou em qualquer parte do mundo.

Não é tentar pular etapas e se beneficiar com isso, mas é ter alguém que te entenda na essência, com suas dificuldades e anseios.

Um relatório da UIP (União Interparlamentar), que elenca os mais de 130 países no mundo com lei de paridade eleitoral, mostra – por meio de uma verificação feita em 2018 – que o aumento médio de mulheres deputadas eleitas foi de sete pontos percentuais em parlamentos unicamerais ou em câmaras baixas (Câmara dos Deputados, Câmara dos Comuns, Casa dos Comuns, Casa dos Representantes, Câmara dos Representantes), como no Brasil e em Portugal.

O Brasil está em 133º lugar no ranking mundial quando o assunto são mulheres na política. Hoje, elas ocupam apenas 15% das cadeiras do Congresso Nacional, mesmo com a adoção de cotas de 30% de candidaturas femininas nos partidos. Quase 30 anos depois da adoção desse sistema, estamos estagnados com 15% de mulheres no Congresso. “As mulheres não estão participando de decisões que vão afetar a vida delas, como a reforma da Previdência”, afirmou a analista Judiciária do TRE (Tribunal Regional Eleitoral) em entrevista concedida ao Metro Jornal no final de agosto, antes mesmo da aprovação da reforma da Previdência pelo Congresso Nacional.

Diferentemente do Brasil, pesquisa feita pelo Eige (Instituto Europeu para a Igualdade de Gênero) mostra que a existência de quotas tem ajuda a garantir a representação da mulher na sociedade e que Portugal está acima da média da Europa quando o assunto é representação parlamentar feminina.

Por aqui, cabe a nós, mulheres, mudar esse quadro e cobrar para que sejamos efetivamente representadas em todas as esferas políticas. Esse pode ser um dos caminhos para garantir melhores oportunidades para quem quer encarar o desafio de empreender.

A coluna é assinada pelas jornalistas, feministas e workaholics Zainer Silva e Marcelle Secchin. Este espaço foi criado para tornar potente a discussão/troca sobre liderança e empreendedorismo feminino. É só vir!

Os artigos publicados pelos colunistas são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam as ideias ou opiniões do ES360.

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