EUA: assinado por 180 deputados, impeachment de Trump será apresentado na segunda - ES360

EUA: assinado por 180 deputados, impeachment de Trump será apresentado na segunda

O rascunho da resolução acusa Trump de ter incitado apoiadores a invadirem o Congresso americano, na última quarta-feira, para impedir a certificação da vitória de Joe Biden nas eleições presidenciais

O documento com artigo de impeachment do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, será apresentado na Câmara dos Representantes na próxima segunda-feira, dia 11, informou o deputado Ted Lieu neste sábado, 9. Segundo ele, a versão preliminar do texto elaborado por democratas já conta com assinaturas de 180 parlamentares.

O rascunho da resolução acusa Trump de ter deliberadamente incitado apoiadores a invadirem o Congresso americano, na última quarta-feira, para impedir a certificação da vitória de Joe Biden nas eleições presidenciais. A manifestação, que se seguiu a um discurso do presidente, terminou em violência e causou pelo menos cinco mortes.

A presidente da Câmara, Nancy Pelosi, tem pressionado o vice-presidente Mike Pence a invocar a 25ª emenda da Constituição, pela qual o gabinete pode destituir o chefe de Estado caso julgue que ele é incapaz de exercer a presidência. No entanto, ela já afirmou que seguirá em frente com o impeachment se Pence não acatar a recomendação.

Pressionado, Trump finalmente admitiu a derrota para Biden e assegurou que haverá uma transição pacífica de poder, depois de passar meses tentando invalidar o resultado eleitoral sob acusações infundadas de fraude. Mesmo assim, o gesto não conseguiu conter o coro pelo impeachment entre democratas.

Não está claro se a proposta conseguirá apoio dos republicanos. Segundo memorando assinado pelo líder da maioria no Senado, Mitch McConnell e obtido pelo jornal The Washington Post, é improvável que a Casa teria tempo de votá-la antes do fim do mandato de Trump, marcado para 20 de janeiro, às 12h no horário de Washington.

Questionado sobre se endossaria os planos democratas, Biden respondeu de forma evasiva e se limitou a afirmar que a decisão sobre a destituição cabe ao Congresso.

Estadão Conteúdo


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