Estados proíbem festas de fim de ano e ampliam restrições - ES360

Estados proíbem festas de fim de ano e ampliam restrições

Medidas anunciadas em estados como Bahia, Minas, Paraná e Santa Catarina já mostram como festas estão sendo atingidas pelas medidas anticovid

A alta nos casos de covid-19 já provoca impacto nas festas de fim de ano no Brasil, com proibição de comemorações ao longo de dezembro, toque de recolher e suspensão do consumo de bebidas alcoólicas em bares e restaurantes. Medidas anunciadas em estados como Bahia, Minas, Paraná e Santa Catarina já mostram como festas e encontros tradicionais da época do ano estão sendo atingidos pelas medidas anticovid.

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O governo da Bahia, por exemplo, proibiu nessa sexta=feira, dia 5, a realização de shows e festas, públicas ou privadas, em todo o Estado até o dia 17, independentemente do número de participantes – e com a decisão veio um “indicativo” de que a medida será prorrogada. No Paraná, a proibição é para festas e confraternizações com mais de dez pessoas – e a decisão inclui toque de recolher das 23 às 5 horas e suspensão da venda e consumo de bebidas alcoólicas em espaços públicos nesse horário. A determinação vale por 15 dias e começou a valer anteontem, quinta-feira, podendo igualmente ser renovada. Nesse caminho, Santa Catarina terá toque de recolher e portas fechadas às 23 horas.

Em Belo Horizonte, em novo recuo da reabertura da economia por causa do aumento nos casos de covid-19, a prefeitura proibiu ontem, começando a valer na segunda-feira, o consumo de bebidas alcoólicas em bares e restaurantes. O município recomenda que ninguém organize ou participe de confraternizações de fim de ano e não haja convite ao público para as inaugurações de iluminações de Natal. A mais famosa delas, na Praça da Liberdade, é organizada pelo governo estadual.

O decreto na capital mineira veio acompanhado da abertura de novos leitos para tratamento da covid-19. Ou seja, a previsão da prefeitura é que a situação piore no município. Na quarta-feira, o total de leitos de UTI para covid era de 522, sendo 256 deles no SUS e 266 na rede particular. Nesta quinta, o total de leitos era de 553 – sendo 287 no SUS e 266 nos hospitais privados. Houve abertura também para leitos de enfermaria exclusivos para covid, que somavam 1.221 na quarta-feira e foram para 1.302 ontem.

Casos em alta

O governo da Bahia informa que o número de casos de covid no Estado aumenta em taxas iguais às registradas no pico da pandemia, entre agosto e outubro. Não há, pelo menos por enquanto, números idênticos em relação a óbitos, que estão em torno de 20 por dia – eram 70 na época do pico. O Estado atribui o aumento dos casos a festas de início do verão. O boletim do Estado, na quinta-feira, apontou 3.268 novos casos em 24 horas. Desde o início da pandemia, foram 412.685, com 8.336 mortes.

No Paraná, o governador Ratinho Junior (PSD) justificou o decreto de medidas restritivas argumentando que “o índice da taxa de reprodução do vírus se encontra acima da média para a capacidade de leitos de UTI”. E acrescentou que “a expansão de leitos de UTI exclusivos para covid já se encontra em seu último estágio, havendo falta de recursos humanos, insumos e equipamentos no atual panorama”. O Paraná tem 291.244 casos, com 6.259 mortes até agora.

Mesmo com proibição, casas vendem ingressos para Réveillon no estado

Todas as decisões foram por decreto. No caso de Santa Catarina, as medidas também valem por 15 dias e, conforme o governo do Estado, o texto seria publicado ainda esta semana. As medidas foram tomadas depois de reunião com prefeitos das 21 maiores cidades catarinenses. O Estado tem 378.621 casos de covid-19, com 3.855 mortes.

Em Minas

O sentido de urgência é o mesmo em Belo Horizonte, onde a prefeitura diz ter havido um “debate intenso” no Comitê de Enfrentamento à Covid para ampliar “o rigor no distanciamento social, considerando o relaxamento das pessoas percebido em bares, restaurantes e shows” – mas “permitindo o funcionamento parcial dos estabelecimentos”. Belo Horizonte tem 55.039 casos confirmados da doença, com 1.675 mortes. A capital mineira vem fazendo reaberturas das atividades desde 6 de agosto. A partir de 3 de outubro foi autorizada a venda e o consumo de bebidas alcoólicas em bares e restaurantes entre 17 e 22 horas.

Sobre as luzes de Natal, a prefeitura afirma que o licenciamento para as instalações pode ocorrer, mas sem divulgação. Autorizações para grandes festas já estão proibidas, o que inclui réveillon. Clubes da cidade que realizam essa comemoração já começaram a anunciar o seu cancelamento aos sócios.


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