ES vai mudar modelo de testagem em massa da população para covid - ES360

ES vai mudar modelo de testagem em massa da população para covid

A proposta é deixar de fazer o inquérito sorológico nas residências, buscando as pessoas no comércio ou transporte coletivo

Crispim Cerutti, infectologista, Cristiana Costa Gomes, infectologista, subsecretário de Estado de Vigilância em Saúde, Luiz Carlos Reblin e gerente estadual de Vigilância em Saúde, Orlei Cardoso. Foto: Divulgação/Sesa

Com resultados semelhantes na primeira e segunda etapas da segunda fase do inquérito sorológico, a Secretaria de Saúde (Sesa) quer mudar o formato de testagem para realizar uma nova estimativa de moradores do Estado que já tiveram contato com o coronavírus. Por isso, a equipe que realiza a testagem recomendou abandonar o modelo de testagem nas residências em dias de semana.

Segundo a infectologista Cristiana Costa Gomes, diferentemente de alguns meses atrás, quando ainda não havia flexibilização das atividades, a equipe do inquérito tem encontrado nas residências um grupo restrito de pessoas: aquelas que mantêm a preocupação de se expor menos ao coronavírus. O resultado do inquérito divulgado nesta terça-feira (25) apontou que 271 mil capixabas tiveram contato com o vírus. O anterior informava que 262 mil moradores do estado tinham tido contato.

O infectologista Crispim Cerutti avaliou que no momento que se faz a pesquisa com pessoas que estão se expondo menos ao vírus, a positividade será menor do que em momentos que mais pessoas estavam em casa, incluindo as que saíam mais. “Antes, o inquérito representava mais as diferentes parcelas da população e neste último as amostras que estamos colhendo não representam mais a população do estado. As pessoas mais jovens estão se infectando porque estão se expondo mais, e elas podem ser veículos da infecção para os mais vulneráveis levando a infecção para dentro de casa”, ressaltou.

A partir dessa observação, a proposta é fazer um inquérito sorológico em sistema de fluxo, buscando as pessoas no seu deslocamento. Ainda está sendo discutida a melhor metodologia, se as amostras serão colhidas quando os moradores estiverem no comércio ou no transporte coletivo, por exemplo.

Resultados

Entre os destaques desta última pesquisa realizada está o predomínio de infectados nas faixas etárias entre 20 e 39 anos e 40 e 59 anos. Houve menor registro de teste positivo entre pessoas de 80 a 104 anos. Não houve diferença na proporção dos positivos comparando os sexos e nem diferença quanto à escolaridade.

Mas houve predomínio de positivos ativos entre pardos e pretos, com probabilidade 30% menor de um indivíduo de raça branca ser positivo, informou a Secretaria de Saúde.


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