Enem terá aplicação digital. Piloto será lançado em 2020 - ES360

Enem terá aplicação digital. Piloto será lançado em 2020

A transição para meio digital será progressiva e deve ser consolidada apenas 2026. Espírito Santo fica de fora da fase de testes

Enem
Enem terá aplicação digital em fase piloto em 2020 e deixará de ter versão em papel em 2026. Foto: André Nery/MEC

O MEC (Ministério da Educação) anunciou nesta quarta-feira, 3, em Brasília, que o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) vai se tornar digital. A proposta é de uma implementação progressiva. Em 2020, a versão digital será aplicada em fase piloto.

A previsão do governo é abandonar as versões impressas em 2026. Nada irá mudar para os participantes inscritos em 2019. As primeiras aplicações digitais serão opcionais e o estudante vai escolher o modelo no momento da inscrição.

Em 2020, portanto, o Enem terá três aplicações: digital, regular e reaplicação. Este último caso é voltado para candidatos prejudicados por algum problema logístico ou de infraestrutura durante a realização da prova digital. Eles terão direito à reaplicação, que ocorrerá em papel.

Para o governo, o Enem Digital vai permitir a utilização de novos tipos de questões com vídeos, infográficos e até a lógica dos games. Por meio da tecnologia, também será possível ampliar a aplicação do Enem para mais municípios. A expectativa é que a versão digital abra outras possibilidades como a de realização do exame em várias datas ao longo do ano, por agendamento.

Espírito Santo fica fora do período de testes

De acordo com o MEC, no primeiro ano de teste, o modelo digital será aplicado para 50 mil pessoas em 15 capitais brasileiras. À princípio, Vitória está de fora dessa lista.

Entre as capitais contempladas estão: Belém (PA), Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Campo Grande (MS), Cuiabá (MT), Curitiba (PR), Florianópolis (SC), Goiânia (GO), João Pessoa (PB), Manaus (AM), Porto Alegre (RS), Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA) e São Paulo (SP).

Edição de 2019

O Enem é a maior prova do Brasil e dá acesso a uma centena de universidades federais, estaduais e privadas que usam o exame como forma de seleção. Em 2019, mais de 10,2 milhões de provas serão impressas para o Enem. Os custos da aplicação superam R$ 500 milhões para os mais de 5 milhões de participantes confirmados na edição.

No fim do processo, quem fez o exame pleiteia uma vaga por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), pelo qual universidades de todo o País oferecem suas vagas. Com sua pontuação em mãos, o aluno escolhe o curso e a universidade; se tiver o total necessário, está dentro.

Segundo o site do Enem, os alunos contaram em 2019 com um novo sistema de inscrição que permitiu incluir foto. Os deficientes auditivos e visuais tiveram a opção de indicar no ato da inscrição o uso de um aparelho auditivo ou de implante coclear. Além disso, todos os alunos terão os lanches revistados no dia da prova, e no final dos cadernos de questões haverá espaço para rascunho da redação e cálculos.

Estadão Conteúdo


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