Eleição: educação e segurança são apostas de Halpher Luiggi para Vitória - ES360

Eleição: educação e segurança são apostas de Halpher Luiggi para Vitória

O candidato do PL também propõe a instalação de duas escolas cívico-militares na capital

Halpher com sua vice Juliana Prado Costa. Foto: Divulgação
Halpher com sua vice Juliana Prado Costa. Foto: Divulgação

O candidato à Prefeitura de Vitória Halpher Luiggi (PL) acredita que Vitória será mais atrativa economicamente se for uma cidade mais segura. Halpher tem 46 anos, é engenheiro civil, já foi superintendente regional do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) no Espírito Santo e diretor-presidente do Departamento de Edificações e de Rodovias do Espírito Santo (DER-ES).

O candidato afirmar saber das dificuldades econômicas do país e do município. Esse, inclusive, é um dos objetivos da gestão: alavancar os indicadores de crescimento da cidade. Na educação, Halpher pretende instalar duas escolas cívico-militares em Vitória.

Segurança

“Vitória é um município muito pequeno quando se trata de dimensões, mas geograficamente acidentado. A prefeitura não detém todas as providências para poder prover na plenitude a segurança da cidade, muito pelo contrário. As competências também dependem dos governos do Estado e Federal. Mas a prefeitura pode ajudar criando um centro de inteligência para atuar junto com a Guarda Municipal e a Polícia Militar. A ideia é prevenir o crime. Atualmente, um dos problemas que temos é que a polícia só age depois que o crime já foi cometido. O serviço de inteligência, para funcionar, precisa de cadastros digitalizados dos criminosos, câmeras de segurança em toda cidade, sistema de iluminação em locais específicos para inibir a ação dos criminosos, aumento do efetivo da Guarda Municipal. Identificar nas redes sociais onde vão ocorrer eventos onde os criminosos possam ir contra a segurança do cidadão. Fazendo isso, com uma cidade mais segura, o empreendedor vai se sentir mais seguro e motivado a abrir um comércio”.

Turismo

“O turismo está ligado à gastronomia e à cultura. Vitória é prato cheio com a moqueca capixaba e os diversos monumentos que temos, fora as belezas naturais. Instrumentos para o turismo, nós temos. O que precisamos agora é de métodos. Não dá para Vitória, uma capital linda, não estar aberta para o mar. Precisamos colocar Vitória no circuito das capitais turísticas do país. Precisamos usar o mar como veículo para trazer turistas para cá. Uma marina pública traria gente do mundo todo durante o ano. O dinamismo econômico deve estar voltado para o turismo. Não faz sentido ter tantos bancos e farmácias na Orla de Camburi, afinal, o turista quer almoçar de frente para o mar. Então, o ideal é incentivar a abertura de estabelecimentos que tragam turistas juntamente com as belezas naturais”.

Mobilidade Urbana

“Deveríamos mudar o termo para ‘mobilidade humana’. Prioritariamente, hoje, Vitória tem alguns gargalos que são difíceis de serem superados. Eles demandam investimento em infraestrutura e isso eu sei fazer, porque já fiz. Principalmente operações de curto prazo. Por exemplo: Vitória tem mais de 100 intercessões semaforizadas – cruzamentos com semáforos -, mas apenas 20 estão ligadas em tempo real na contagem de tráfego – quando o semáforo se adapta de acordo com a necessidade do fluxo de veículos. A ideia é ligar todas essas intercessões em tempo real na central de monitoramento, fazendo com que o tráfego passe a fluir com mais suavidade. Também temos que implementar mais ciclovias, ter mais faixas para transporte coletivo, sem esquecer do automóvel. A solução é ter bom projeto para ter uma malha viária adequada”.

Educação

“Educação é o tema mais sensível de qualquer administração pública. Uma candidatura conservadora, como a proposta por mim, passa pela necessidade de implantar pelo menos duas escolas cívico-militares em Vitória. Não é que queremos que todos os alunos frequentem essas escolas, mas precisamos dar opção aos pais que queiram esse tipo de educação para os filhos. Outra proposta é aumentar a quantidade de escolas em tempo integral. É necessário porque tem pais que trabalham e não conseguem ficar com o filho em um período do dia. Além de ajudar os pais, a escola integral avança em outras disciplinas, como empreendedorismo, inovação, noções de Direito e até outras línguas. Também temos de fortalecer as disciplinas clássicas, que não estão sendo privilegiadas.

Economia

“A questão não é nem o fato de a prefeitura estar endividada, é a forma como isso será tratado. Quando estive na diretoria do Departamento de Edificações e de Rodovias do Espírito Santo (DER-ES), entre 2015 e 2016, pegamos uma queda de arrecadação do Estado muito grande por causa da restrição do país. Então, nós criamos prioridades, como reduzir custos desnecessários. Em Vitória, por exemplo, temos que manter os postos de Saúde funcionando, a guarda patrulhando, as escolas funcionando e a sinalização vertical semafórica funcionando. Feito isso, partimos para os investimentos. Teremos de fazer uso de recursos da iniciativa privada e de outras fontes que não sejam o caixa de prefeitura. E para fazer ambos, precisamos de projetos, seja para fazer concessões, buscando financiamentos de bancos ou do governo federal e do Estado”. Os investimentos precisam ter dois focos: atender a quem precisa e dar dinamismo econômico à cidade”.

Ouça a entrevista na íntegra:


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