'É quase uma união estável', já disse Bolsonaro ao senador Chico Rodrigues - ES360

‘É quase uma união estável’, já disse Bolsonaro ao senador Chico Rodrigues

Afirmação aparece em vídeos que voltaram a circular nas redes sociais nesta quarta-feira, 15, após o parlamentar ter sido alvo da Polícia Federal na Operação Desvid-19

Bolsonaro em vídeo ao lado de Chico Rodrigues. Foto: Reprodução de vídeo

Flagrado pela Polícia Federal com dinheiro na cueca, o senador Chico Rodrigues (DEM-RR), que atua hoje como vice-líder do governo no Senado, já foi elogiado publicamente pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Em vídeos que voltaram a circular nas redes sociais nesta quarta-feira, 15, após o parlamentar ter sido alvo da Polícia Federal na Operação Desvid-19, Bolsonaro afirma ter ‘quase uma união estável’ com o senador.

“É quase uma união estável, hein, Chico”, diz o presidente sobre a convivência de duas décadas na Câmara no período em que ambos eram deputados. Na mesma gravação, o senador afirma que Bolsonaro está retomando a ‘moralidade’ e ‘práticas republicanas’ no País.

Em outro vídeo, o presidente chama Chico Rodrigues de ‘velho colega’ e relembra a atuação conjunta em projetos na Câmara dos Deputados. “Isso é obrigação nossa. Fazer com que você se sinta bem e não seja lesado por maus administradores”, diz Bolsonaro.

Operação Desvid-19

Chico Rodrigues é investigado na Operação Desvid-19, que apura desvios de recursos públicos destinados ao combate à pandemia do novo coronavírus, oriundos de emendas parlamentares. A ordem de busca e apreensão contra o senador foi autorizada pelo ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo o Estadão apurou com duas fontes que tiveram acesso a informações da investigação, foram encontrados R$ 30 mil dentro da cueca do vice-líder do governo. Ao todo, os valores descobertos na casa do senador, em Boa Vista, chegariam a R$ 100 mil.

No Palácio do Planalto, auxiliares de Bolsonaro ouvidos pelo Estadão, sob reserva, disseram que Rodrigues deve deixar o cargo de vice-líder do governo. O argumento é que seria péssimo para a imagem de Bolsonaro manter o senador nesse posto depois do escândalo. A expectativa é a de que o próprio parlamentar entregue o cargo.


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