É possível ser feliz em tempos de coronavírus? - ES360

É possível ser feliz em tempos de coronavírus?

Costumamos associar felicidade ao que acontece com a gente. Se o acontecimento é positivo ficamos felizes, se é negativo, infelizes, certo? Não, necessariamente. De acordo com os estudos da Dra Sonja Lyubomirsky, 50% da nossa felicidade é genética, 10% são as circunstâncias da nossa vida, como o que estamos vivendo agora com o coronavírus, e 40% é prevista pelas atitudes, que nos ajudam a aumentar a nossa percepção de felicidade.

Parece simples, mas a dificuldade é que não sabemos como prever o que nos fará felizes. Esperamos que eventos positivos nos tornem muito mais felizes do que realmente acontecem, e esperamos que eventos negativos nos tornem mais infelizes do que realmente fazem.

De acordo com as pesquisas, o segredo para uma vida mais feliz é a capacidade de ter mais emoções positivas do que negativas, junto com uma vida significativa. Diante da ameaça do coronavírus, boa parte das nossas emoções são desagradáveis: medo, ansiedade, tristeza, raiva. Mas é aqui que a ciência pode contribuir: felicidade é uma habilidade que pode ser aprendida e assim produzir um número maior de emoções positivas do que negativas.

Sendo assim, em tempos de quarentena, o que podemos fazer? São atividades muito simples, quase óbvias, mas que praticadas de forma diária, trazem grande impacto na nossa felicidade:

  • – Meditar. Normalmente não temos tempo para sentir, pa ra nos conectarmos com nós mesmos e com o divino.
  • – Ser grato. Registrar diariamente três coisas diferentes pela qual você é grato. O simples fato de estar vivo já é motivo para agradecer.
  • – Aproveitar para estreitar relacionamento com os familiares mais próximos. É um ótimo momento para conversar, olhar no olho, brincar com os filhos.
  • – Colocar em prática aqueles planos que ficaram na lista de ano novo, como ler um livro, fazer um curso online, cozinhar.
  • – Praticar o bem. Um ato de gentileza, por exemplo, é ir ao supermercado ou na farmácia para um idoso ou uma pessoa em maior risco.

Toda experiência tem seu lado positivo e traz algum tipo de aprendizado. Que possamos aprender com esse momento desafiador e, talvez assim, evoluirmos como seres humanos. Todos nós agradecemos.

Flávia da Veiga é empresária, publicitária e fundadora da BeHappier

Os artigos publicados pelos colunistas são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam as ideias ou opiniões do ES360.


Deixe um comentário:

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *


Mais Colunas