Durante isolamento, quase metade da população aumentou gastos com alimentos - ES360

Durante isolamento, quase metade da população aumentou gastos com alimentos

Pesquisa aponta ainda que apenas 58% tem mantido distanciamento social; houve aumento no uso de máscaras

Uma pesquisa sobre os impacto nos hábitos de compra e consumo durante a pandemia apontou que 49% das pessoas estão gastando mais com a alimentação. Com mais tempo em casa, as pessoas também passaram a gastar mais com água e luz (46% dos entrevistados) e produtos de limpeza (45%). A quinta semana do estudo, realizado pela Opinion Box, ouviu 2 mil pessoas de todas as regiões do país, entre os dias 22 e 24 de abril. Quase metade dos entrevistados (49%) é da região Sudeste.

O estudo apontou ainda que 44% das pessoas diminuíram a frequência de deslocamento até o supermercado e outras 34% passaram a ficar menos tempo no local para fazer as compras. Com a redução das saídas, 42% viram seus custos com combustível para carro ou moto cair ou zerar completamente.

Pesquisa realizada pela Opinion Box. Foto: Reprodução

Isolamento

Em relação ao isolamento, a maioria (58%) tem mantido um distanciamento social, saindo apenas para atividades essenciais. Outras 20% estão em isolamento total e 17% evitam aglomerações e locais públicos, mas continuam se encontrando com amigos e familiares.

Segundo a empresa que realizou a pesquisa, a grande mudança da semana passada para esta é o percentual de pessoas que passaram a usar máscara. O número de pessoas que estão usando máscaras todas as vezes que saem na rua aumentou de 30% para 46%, e aqueles que nunca usam máscaras caiu de 27% para 13%.

“Esse aumento pode estar sendo provocado tanto pelo reflexo da preocupação com a doença à medida que os casos e óbitos confirmados aumentam, quanto pelas regras em diversas cidades e estados que obrigam a utilização do item de proteção”, destaca a Opinion Box.

Desemprego

A pesquisa apontou ainda um crescimento na taxa de desemprego. Na quinta edição, o desemprego atingiu a maior taxa entre os pesquisados: 3 em cada 10 afirmaram que estão desempregados. As classes CDE são as mais impactadas: 35% dos entrevistados com renda familiar até 5 salários mínimos estão desempregados. Nas classes AB, este número cai para 11%.

Apesar das classes AB terem índices muito mais baixos, elas também vêm sofrendo as consequências da pandemia. Antes dela, 6% estavam desempregados. Já na segunda pesquisa, coletada entre os dias 1 e 3 de abril, esse índice era 8%.

 

 


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