Documentário conta história de banda capixaba - ES360

Documentário conta história de banda capixaba

Sábado tem sessão especial gratuita do filme no Cine Metrópolis, às 17h30, com show de Aurora Gordon tocando o repertório da banda Os Mamíferos

Afonso Abreu era integrante da banda capixaba Os Mamíferos. Foto: Divulgação
Afonso Abreu era integrante da banda capixaba Os Mamíferos. Foto: Divulgação

Antes mesmo dos movimentos brasileiros de contracultura e das performances psicodélicas de Secos&Molhados, a banda Os Mamíferos (1966-1970) destacava-se nos palcos capixabas pela irreverência, talento e pela transgressão sob um duro regime militar.

Quase 50 anos depois da dissolução do grupo, o diretor André Félix decidiu coletar depoimentos dos ex-integrantes e confrontá-los no documentário “Diante dos meus olhos”, lançado nesta quinta-feira (5) nos cinemas de todo o país. No sábado, tem sessão especial gratuita do filme no Cine Metrópolis, às 17h30, com show de Aurora Gordon tocando o repertório da banda Os Mamíferos.

Longe dos holofotes, Afonso Abreu (baixo e voz), Mario Ruy (guitarra) e Marco Antônio Grijó (bateria) levam uma vida comum, dedicados a outros projetos e lazeres. Dentro de bares da Grande Vitória, por exemplo, é retratado um Marco bradando “viver de música? é melhor viver de bar”. Enquanto isso, Afonso insiste na carreira musical e continua tocando pelo estado.

Por meio de documentos, imagens e registros caseiros de shows recuperados pelo diretor, eles ainda revisitam memórias, atritos e momentos de glória, como a participação no maior festival de música do Brasil até então, o Guaraparistock, realizado em Guarapari, em 1971. Juntos, colecionaram mais de 40 músicas gravadas, porém nenhum disco lançado.

André afirma que o objetivo do filme não é documentar essa trajetória com um olhar saudosista. Para ele, a banda era marcada por originalidade e também possuía embates, ego e dificuldades de convivência. Isso somado à sombra do circuito São Paulo-Rio, desembocou no seu fim.

“A potência do filme não está em se a história foi ou não foi, se o Ney Matogrosso começou a pintar a cara por influência deles ou não… Mas o que o lance todo fez no corpo desses caras.”

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