Dez dicas para você escolher vinho no supermercado - ES360

Dez dicas para você escolher vinho no supermercado

Setor de vinhos em supermercado: algumas regras simples podem ajudar na hora da escolha do rótulo. Foto: redes sociais

A cena é comum: a pessoa está no supermercado, quer levar um vinho para provar em casa ou para presentear alguém, olha para as muitas prateleiras, com centenas de garrafas e… não tem a mínima ideia sobre como escolher um rótulo para atender seu desejo.

Por isso preparamos um pequeno roteiro, com sugestões fáceis de serem memorizadas, para ajudar quem quer levar para casa um bom rótulo e não ficar decepcionado. A ideia inicial é escolher um vinho até R$ 60, R$ 70. Vamos lá?

1. Defina o preço.

Defina quanto quer gastar e não ceda à tentação de ir além do valor. Há vinhos de sobra, você há de achar algo de qualidade equivalente ao valor gasto. O verdadeiro valor do vinho está no prazer, não no seu custo. E há uma questão prática: você elimina parte das garrafas a serem “visitadas” nas prateleiras. Normalmente, os vinhos são dispostos da seguinte forma nos supermercados: os mais baratos (até uns R$ 30, R$ 40) ficam nas prateleiras inferiores, os de preço médio (até R$ 100) na altura dos olhos dos clientes e os mais caros, nas gôndolas superiores.

2. Tinto ou branco.

Parece simples, mas às vezes uma promoção atraente ou uma mudança repentina do tempo nos  leva a ficar em dúvida sobre qual vinho levar. Escolheu? Foque apenas nas garrafas dos vinhos escolhidos, ou você ficará passeando entre brancos e tintos por um bom tempo.

3. Escolha o país.

Esse ponto está diretamente relacionado com o valor definido logo no início. Se a intenção é gastar até R$ 60, por exemplo, não perca tempo olhando vinhos franceses. É raro, muito raro, achar bons vinhos do Velho Mundo até essa faixa de preço (há exceções, como veremos mais abaixo). Você pode até achar uma garrafa bonita, um “Chateau de La Même Chose”,  com um belo castelo no rótulo, mas não se engane: se o vinho for realmente bom, será uma surpresa. Se for gastar até R$ 60, R$ 70 prefira os chilenos e argentinos. A possibilidade de encontrar algo de qualidade vindo desses países é bem maior. E os brasileiros? Bom, eles merecerão um comentário à parte…

4. Segurança e risco.

Na hora de escolher o rótulo, você pode optar por vinhos já conhecidos ou se aventurar por novos sabores e aromas. Sobre os rótulos já aprovados, nada há para se comentar: se gosta deles, ótimo!, é uma escolha de segurança. Mas você pode buscar novos vinhos sem correr muitos riscos. Vinícolas tradicionais (Santa Ema, Cousiño Macul, Norton, só para citar algumas) têm sempre algo para ser conferido. Você também pode ir além e levar uma garrafa desconhecida para tentar uma possível descoberta. Afinal o mundo do vinho é vasto e está aí para ser explorado…

5. Veja a safra.

Regra para os brancos: se não quiser arriscar (há quem goste de brancos evoluídos, com alguns anos de existência), compre vinhos de até três anos de vida. Ou seja, safra 2017. Com os tintos, vale a pena fazer uma garimpagem: busque safras mais antigas. Sem grandes exageros, porque não se sabe se um vinho de custo médio ou baixo tem estrutura para se manter vivo após 10 ou 12 anos (embora às vezes esse risco valha a pena). Se estiver diante dois rótulos de valores parecidos, busque o de safra mais antiga. Sendo mais claro: entre um tinto 2017 e um 2015, escolha o 2015. O tempo poderá ter feito muito bem a ele.

6. E a uva?

Vinha Branco Santa Ema Sauvignon Blanc
Sauvignon Blanc da casa chilena Santa Ema: garantia de frescor e acidez equilibrada

No mundo existem mais de 5 mil variedades de uvas. Conhecer todas é impossível. Agora, se a ideia é não errar, vamos ficar com as mais conhecidas. Entre os vinhos tintos, se quiser algo bem marcante, potente, vá de Malbec. Mais macio? Cabernet Sauvignon e Syrah (aliás, uma uva muito confiável). Um tinto frutado, bem leve? Pinot Noir. Entre os brancos, se quiser algo com maior frescor e acidez, vá de Sauvignon Blanc. Prefere algo mais arredondado no paladar, mais amanteigado? Chardonnay. Um conselho: nunca deixe de ser aventurar pelo mundo da Tempranillo, Cabernet Franc, Riesling… Isso pode ser deixado para outro momento, mas vale muito a pena.

7. Atenção com os portugueses

Lembra-se da regra para os vinhos do Velho Mundo? Há exceções. Nos últimos anos, os produtores portugueses têm trazido, para o Brasil, bons rótulos a ótimos preços. Vinhos básicos de grandes casas, como Esporão, “brigam” em preço e qualidade com chilenos e argentinos de até R$ 60. Se elevarmos um pouco a faixa, para algo entre R$ 80 e R$ 100, é possível incluir nesse grupo vinhos espanhois e australianos. Mas os portugueses estão ganhando cada vez mais o mercado brasileiro.

8. E os italianos?

Vinho tinto Rosso Vignetti Delle Dolomitti VGV. Exemplo dos novos vinhos italianos que estão chegando ao mercado. Foto: Arquivo pessoal

Existe uma frase perfeita sobre a Itália: “De lá saem alguns dos melhores e piores vinhos do mundo”. Trata-se do país com maior produção vinícola do mundo. Então, é natural encontrarmos uma diferenciação tão grande quando se fala de qualidade. Mas nos últimos tempos o mercado local tem recebido bons vinhos italianos a preços bem acessíveis, abaixo de R$ 80. Vale a pena arriscar com esses novos rótulos.

9. Quero tomar um vinho nacional!

Vinho Chardonnay da Casa Valduga
Chardonnay da Casa Valduga: um dos muitos exemplos da excelência da produção nacional. foto: André Andrès

Há tintos e brancos brasileiros excelentes. Mas eles não são baratos. Nossas vinícolas sofrem com custo de produção, peso dos impostos, dificuldades de distribuição… É possível encontrar nos supermercados bons vinhos nacionais até R$ 60? Sim. Casas como Aurora, Miolo, Pizzato, Valduga e tantas outras têm ótimas opções. Algumas linhas, como a Fausto (da Pizzato) e Pinto Bandeira (Aurora) são exemplos disso. Mas a variedade encontrada nos supermercados é menor. Em faixas de maior valor, temos vinhos de grande expressão. A Valmarino, por exemplo, produz grandes rótulos. Agora… se não abre mão de algo nacional, veja o último ponto dessa lista.

10. Os espumantes.

É possível afirmar o seguinte: o setor de espumantes brasileiros nos supermercados tem tantos rótulos quanto a soma de brancos e tintos nacionais no mesmo ponto de venda. Porque o nosso espumante alcançou alto nível, grande produção e só não briga internacionalmente com os champanhes. De resto, encara, com ar de superioridade, cavas e prossecos. A lista de referência é enorme. Rótulos da Salton, RioSol, Miolo, Garibaldi, Valduga, Domno, Cave Geisse e muitos, mas muitos outros merecem ser provados. Os espumantes brasileiros são, hoje, a honra e a glória da nossa produção vitivinícola. Um brinde a eles.

 

 

 

 

 

 

 


Comentários:

  • Sou a Camila da Silva, e quero parabenizar você pelo seu artigo escrito, muito bom vou acompanhar o seus artigos.


Deixe um comentário:

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *


Mais notícias
Dia a dia

Espírito Santo tem seis mortes pelo coronavírus e 1.094 casos em 24 horas

Dia a dia

Eventos infantis serão liberados a partir de 3 de novembro

País

Bolsonaro diz que Forças Armadas estão prontas para “garantir liberdade”

Dia a dia

Anvisa libera importação de 6 milhões de doses da Coronavac