Covid: Um mês após a volta às aulas, 648 estudantes e profissionais se contaminam - ES360

Covid: Um mês após a volta às aulas, 648 estudantes e profissionais se contaminam

Dados foram apresentados pelo secretário da Educação, Vitor de Angelo, durante coletiva da Secretaria Estadual da Saúde

Vitor de Angelo e Luiz Carlos Reblin apresentaram novos dados da covid-19 no estado. Foto: Divulgação

Um mês após o retorno das aulas presenciais nas redes de ensino do Espírito Santo, a Secretaria de Estado da Educação (Sedu) apresentou o levantamento dos infectados pela covid-19 no período, entre alunos e professores. No total, foram 648 pessoas que testaram positivo para o novo coronavírus, sendo que a maioria é da rede estadual de ensino.

Segundo o secretário de Educação, Vitor de Angelo, no ensino superior foram 87 estudantes confirmados e 39 profissionais da educação. Já nas escolas particulares de ensino básico foram 70 alunos contaminados e 126 profissionais. Três escolas chegaram a ser fechadas desde o final de outubro, a Davi Roldi, em São Roque do Canaã; Angélica Paixão, em Guarapari e José Leão Nunes, em Cariacica.

Nas escolas da rede estadual de ensino foram infectados 26 estudantes e 300 profissionais, sendo que a maior parte é de professores. Considerando que retornaram 26 mil estudantes, 15% do total de 240 mil alunos da rede, o número de infectados representa 0,07%. Já entre os profissionais, dos 14 mil, 1 mil não voltaram por serem do grupo de risco. Nesse segmento, a contaminação está em 2,3%.

“Ao contrário do que muito se atentou, a escola pública não parece ser um vetor de propagação da covid-19. E nos leva à necessidade de uma reflexão, senão para esse ano, com certeza para 2021, sobre os protocolos de abertura e fechamento de diversas atividades”, avalia Vitor de Angelo.

Na avaliação do secretária da Educação, os dados desmontam a conclusão de que a escola é um ambiente perigoso e de ampla transmissibilidade. “Não se mostrou assim. Falava-se que o estudante seria vetor para professores e também não foi isso que vimos”, considerou.

Para o secretário, os dados também indicam que não há transmissão de alunos para professores, como se achava no início da pandemia. “O percentual de alunos positivados tende a zero. Não se sustenta, estatisticamente, a tese de que o aluno com a volta às aulas e dificuldade de cumprir os protocolos de segurança, transmitiriam o vírus para os professores. Nada disso se sustenta”, pondera.

Atraso no Censo Escolar

O Censo Escolar ainda está sendo finalizando pelo governo do Estado. Segundo o secretário de Saúde em exercício, Luiz Carlos Reblin, o trabalho não foi concluído no tempo desejado em função do atraso da coleta de do processamento dos materiais em alguns municípios. Ao todos, 13 cidades participaram do estudo que vai apontar a incidência da covid-19 em alunos e professores e demais membros da comunidades escolar.

 

 

 

 

 


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