Covid: pesquisadora sugere mudança em painel após ampliação de testagem - ES360

Covid: pesquisadora sugere mudança em painel após ampliação de testagem

"Seria importante que a gente tivesse um indicativo que o resultado veio do inquérito sorológico, para dar um parâmetro melhor ao analisar as informações", diz Ethel Maciel

Com a ampliação dos critérios de testagem da covid-19 estabelecidos pela Secretaria de Saúde, que agora vai passar a testar todos os sintomáticos, independentemente da idade, o estado pode vivenciar um crescimento dos números da doença, conforme foi apontado pelo secretário de Saúde, Nesio Fernandes.

Para a professora, pesquisadora e pós-doutora em epidemiologia da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) Ethel Maciel, esse aumento também vai ocorrer com as próximas etapas do inquérito sorológico, que pode causar a mesma impressão do aumento de casos da covid. “Seria importante que a gente tivesse no painel um indicativo que o resultado veio do inquérito para dar um parâmetro melhor ao analisar as informações”, avalia.

Sobre a ampliação da testagem, ela explicou que vai ser importante para ter mais informações sobre os efeitos da doença entre os jovens, que não estavam no critério para testagem e também desenvolvem menos os sintomas. “Essa faixa etária dos jovens tem chamado a atenção e temos pouca informação sobre eles. A OMS tem dito que essa é a faixa que está mantendo o vírus circulando, pois não usam máscara, aglomeram e, como muitos são assintomáticos, fica mais difícil a conscientização”, diz.

A avaliação e testagem em crianças e jovens também será importante para a tomada de decisão sobre um eventual retorno às aulas, destacou a pesquisadora.

Mortes em queda

Mesmo com o possível aumento do número de casos, as mortes ainda devem continuar em queda. A pesquisadora da Ufes explica que hoje quem adoece se beneficia do conhecimento que os profissionais foram adquirindo ao longo da pandemia. “Agora já sabemos que as pessoas morrem por reação inflamatória potente ou por problema de coagulação. Assim, isso tudo já começa a ser monitorado desde cedo. Os profissionais que estão na parte hospitalar já sabem manejar a doença muito melhor. Muitos internados já não têm evoluído para UTI”, explica.

Ela destaca ainda que medidas que têm sido adotadas pela população também contribuem para redução do contágio, como utilização de máscaras, considerada uma das mais eficientes, junto com o distanciamento social. Isso diminui a chance de contato com muitas partículas do vírus e, possivelmente, formas mais graves da doença.


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