Covid-19: 2 enfermeiros e 12 técnicos de enfermagem perderam a vida no ES - ES360

Covid-19: 2 enfermeiros e 12 técnicos de enfermagem perderam a vida no ES

Dos 234.494 contaminados no estado, 22.504 são profissionais da saúde; até esta quarta-feira, 57 perderam a vida em decorrência do coronavírus

Movimentação de idosos no posto da 612 Sul para Vacinação contra Influenza. Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil
Profissionais da saúde. Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Passados nove meses desde o início da pandemia do novo coronavírus no Espírito Santo, dois enfermeiros e 12 técnicos/auxiliares de enfermagem já morreram vítimas da covid-19. O levantamento foi feito na última quarta-feira (23) pelo Conselho Regional de Enfermagem do Espírito Santo (Coren-ES).

> Vinte médicos já morreram vítimas da covid-19 no estado

Com o aumento dos casos nos últimos meses, os profissionais da categoria que atuam na linha de frente do combate ao coronavírus seguem preocupados. O Painel Covid-19 da Secretaria de Saúde do Estado mostra que dentre os 234.494 contaminados pelo novo coronavírus, 22.504 são profissionais da saúde. No total, até esta quarta-feira, 57 deles perderam a vida.

A presidente do Sindicato dos Enfermeiros no Estado do Espírito Santo (Sindienfermeiros-ES), Valeska Fernandes, lamentou pelas vítimas e alertou para as subnotificações tanto em relação ao número de casos, mas também para os óbitos dos profissionais da saúde.”Nós temos consciência que esse número pode ser bem maior. Existe um campo no momento de preencher os dados das vítimas e contaminados, porém, na pressa, muitas vezes passa batido. Também há casos de profissionais da saúde que, no momento, estão dando aula, por exemplo, e acabam não sendo registrados como sendo da categoria”, explicou.

As dores da profissão vão muito além do risco de se contaminar pela covid-19. A presidente do Conselho Regional de Enfermagem do Espírito Santo (Coren-ES), Andressa Barcellos de Oliveira, destaca que o nível de estresse da categoria aumentou. Lembrou também da proposta do governo do Estado de contratar hotéis para os profissionais da saúde não saiu do papel. A categoria continua tendo que voltar para suas casa e expondo seus familiares ao risco da contaminação.

“É um exército na guerra sem armas. Hospitais lotados, equipes faltando funcionários, o que gera sobrecarga de trabalho. E quando os profissionais da saúde estão sobrecarregados e sem condições adequadas de atendimento, mais vulnerável está o paciente com uma maior chance de erro”, explicou Andressa.

Para a presidente do Coren-ES, não basta ter um sistema de saúde funcionando com profissionais de saúde, há a necessidade de ter condições de trabalho para que a categoria possa cuidar da vida com responsabilidade e dignidade, o que passa não só pela ética profissional, como também pela responsabilidade dos empregadores. Dentre os problemas enfrentados pela categoria ainda está a falta de equipamentos. Andressa alerta para a reutilização da máscara, recomendada troca a cada 8 horas, mas que em muitos locais os profissionais chegam a ter que usar a mesma durante 30 dias.


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