Coronavírus: mais de 16,7 mil casos e 361 mortes registradas - ES360

Coronavírus: mais de 16,7 mil casos e 361 mortes registradas

Emergência global. Confira o que se sabe até o momento sobre o vírus. No Brasil, há 16 casos suspeitos em pelo menos cinco estados

Diagnosticado pela primeira vez em dezembro do ano passado, na China, o coronavírus fez com que a OMS (Organização Mundial da Saúde) decretasse emergência sanitária global. No total, 27 países, entre Japão, Coreia do Sul, Alemanha e Estados Unidos, já têm casos confirmados. No Brasil, há 16 casos suspeitos. Os pacientes em acompanhamento estão distribuídos por São Paulo (8), Rio Grande do Sul (4), Santa Catarina (2), Ceará (1) e Paraná (1). Outros 10 casos foram descartados. Com a nova ameaça, surgem algumas dúvidas. Entenda melhor o vírus.

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O que é o coronavírus

O coronavírus (CoV) é, na verdade, uma grande família de vírus que envolve também a Sars (síndrome respiratória aguda grave) e a Mers (síndrome respiratória do Oriente Médio). Uma nova variante é que está circulando desde dezembro do ano passado, agora chamada de 2019-nCoV.

Qual é sua origem

Os primeiros casos foram registrados na cidade chinesa de Wuhan, na província de Hubei. Acredita-se que possa ter sido transmitido inicialmente por um animal selvagem vendido em um mercado de frutos do mar e animais vivos na cidade.

Nem tão novo assim

Antes dos casos atuais, três surtos de outros vírus da família coronavírus ocorreram pelo mundo:

2002. A China teve um surto de Sars-CoV que resultou em 8 mil pessoas contaminadas e 774 mortes.

2012. O Oriente Médio registrou um surto de Mers-Cov que resultou em 2,3 mil contaminados e 863 mortes.

2015. Um surto de Mers-CoV atingiu a Coreia do Sul deixando 186 contaminados e 36 mortos.

Como ele é transmitido

O vírus é transmitido pelo ar. Alguém infectado pode passar para pessoas com as quais tenha um contato próximo. Encomendas vindas da China não correm risco de transmissão da doença.

Qual o tempo de incubação?

Do terceiro dia após a exposição ao vírus até o 14º dia, a pessoa já pode transmitir o coronavírus a outras pessoas.

Qual a sua letalidade?

A taxa de letalidade do coronavírus está em torno de 3%. Isso significa que a cada 100 casos da doença, por volta de 3 pacientes morrem.

Como é possível evitar o contágio?

De forma geral, os cuidados são os mesmos para evitar outras infecções respiratórias: higienizar sempre as mãos, evitar colocá-las nos olhos e na boca e usar máscaras (no caso das pessoas doentes).

Qual é o tratamento da doença?

Não existe medicação específica para combater o coronavírus. O tratamento tem como objetivo reduzir os sintomas, aguardando que o próprio organismo reaja e produza anticorpos contra o vírus. Casos mais graves podem necessitar de ventilação respiratória artificial

Existe alguma vacina?

Atualmente, não há vacina para nenhum tipo de coronavírus

Quais são os sintomas de quem tem a doença?

Sintomas
São semelhantes aos da maior parte das doenças respiratórias: febre, nariz escorrendo, tosse, falta de ar, diarréia.

Infecções e complicações
Síndrome respiratória aguda grave, pneumonia e falência renal.

A opinião de um especialista

Alberto Chebabo, infectologista da UFRJ e membro da Sociedade Brasileira de Infectologia, tira dúvidas sobre o coronavírus. Confira:

Já vimos outros vírus se espalhando globalmente – H1N1, gripe viária, gripe suína. O coronavírus traz uma situação semelhante?
É parecido, porque é um vírus novo, que veio provavelmente de origem animal, sofreu uma mutação e passou a infectar humanos. A gente não sabe ainda qual vai ser essa evolução. Pode se tornar mais brando ou o contrário, mais grave.

Uma comunicação mais rápida teria alterado o cenário atual?
Com certeza, porque você consegue fazer um bloqueio da transmissão. O que outros países estão fazendo: os pacientes são internados rapidamente e colocados em isolamento. Não existe transmissão para outras pessoas a partir disso, então você consegue bloquear a disseminação.

Qual é a gravidade do vírus?
Quase todas as mortes ocorreram na China [há um caso de morte nas Filipinas]. E 90% delas na região de Hubei. É um vírus que aparentemente causa poucos sintomas graves, a maior parte dos paciente evolui bem.

O governo federal pode fazer algo para conter a entrada do vírus?
O ideal é aumentar a vigilância para tentar detectar rapidamente quem chega doente e possa ter a infecção. O problema é que no Brasil não tem voos diretos da China que você vai monitorar. Ou vem pelo Oriente Médio ou pela Europa, e aí é uma quantidade enorme de empresas que fazem essas conexões. Outra dificuldade é o período de incubação: a pessoa pode chegar sem nenhum sintoma e desenvolver aqui.

Com o Carnaval chegando, há risco de aparecer algum vírus desse tipo?
Quando você tem grandes aglomerações, principalmente de vários locais, regiões diferentes do Brasil ou até do mundo, você sempre tem risco de transmissão de doenças, principalmente essas respiratórias. Em relação ao coronavírus, o risco especificamente para esse vírus no Carnaval é muito baixo.

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