Coronavírus: Espírito Santo define plano de prevenção - ES360

Coronavírus: Espírito Santo define plano de prevenção

Unidades de saúde e PAs serão responsáveis por classificar os casos de pacientes que apresentarem sintomas da doença

Com o avanço dos casos suspeitos de coronavírus no país, o Espírito Santo definiu ontem um plano de ação de enfrentamento à doença. A Sesa (Secretaria estadual de Saúde), em conjunto com os municípios, decidiu que as unidades de saúde e PAs serão os responsáveis por classificar os casos se o paciente apresentar sintomas como febre, tosse e dificuldade para respirar e tenha vínculo com a China. A medida é preventiva, já que não foi identificado nenhum caso suspeito no estado.

“As unidades de saúde e PAs classificam os casos, colhem materiais e definem se o isolamento pode ser em casa, com proteção dos familiares ou se é necessário internação”, explica Luiz Carlos Reblin, coordenador do Centro de Operações Estratégicas da Sesa.

Os resultados dos exames para confirmar ou descartar o coronavírus saem em 24 horas e são feitos pelo Laboratório Central da secretaria. Reblin explicou que caso o vírus não esteja entre os classificados regularmente, a amostra será enviada para o Fiocruz, no Rio de Janeiro.

Também ficou definido que quem fará o transporte do paciente será o Samu para os hospitais Infantil de Vitória e o Jayme dos Santos Neves, na Serra, que têm leitos de isolamento e mais estrutura para lidar com os casos.

Eventos e aeroporto

Tendo em vista que em fevereiro o estado terá grandes eventos de negócios que recebem muitos estrangeiros, inclusive da China, a Sesa disse que já informou ao Ministério da Saúde sobre o assunto, já que a definição de dar prosseguimento nesses casos deve ser feita pelo governo federal.

Outra medida que está sendo feita para evitar a proliferação da doença é um alerta nas entradas de portos e aeroporto.

Quem chega no estado pelo aeroporto de Vitória já está sendo orientado por alertas sonoros em quatro idiomas a procurar o serviço de saúde em caso de sintomas e também reforça as orientações de higiene.

Se houver caso suspeito, o aeroporto informa que vai notificar os órgãos de vigilância epidemiológica. Já a Codesa, que administra o porto de Vitória, disse que está preparada para cumprir o protocolo se for necessário.

O que fazer em suspeita

• Procurar unidade de saúde ou PA: Está sendo considerado caso suspeito quem teve contato com a China e tenha sintomas como febre, tosse e dificuldade de respirar.

• Tratamento: A unidade de saúde classifica o caso e define se pode ser tratado em casa, com proteção dos familiares ou se precisa de internação. Em 24h o material coletado é analisado pelo Lacen e se não for descartado, segue para a Fiocruz.

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