Cometa "Neowise" poderá ser visto no Brasil a partir desta quarta-feira - ES360

Cometa “Neowise” poderá ser visto no Brasil a partir desta quarta-feira

O ideal é olhar à direita do ponto onde o Sol se põe, entre o final da tarde e o início da noite. Ele deverá aparecer perto da linha do horizonte

Cometa Neowise no céu de Kislovodsk, Rússia. Fotos Pública
Cometa Neowise no céu de Kislovodsk, Rússia. Fotos Pública

O cometa “Neowise”, que foi visto no Hemisfério Norte no início de julho, poderá ser observado no Brasil a partir desta quarta-feira (22). O ideal é olhar à direita do ponto onde o Sol se põe, entre o final da tarde e o início da noite. Ele deverá aparecer perto da linha do horizonte.

O Climatempo explicou que o “Neowise” está se “aproximando” da Terra e o dia que estará mais próximo do nosso planeta será nesta quinta-feira (23). Ele ficará visível à olho nu ou com binóculos até o fim de julho poderá ser visto no Brasil nesta última semana de julho.

Esta é a chance de ver o cometa “Neowise” porque no começo de agosto, ele “vira na esquina” e a previsão é que desapareça pelo sistema solar e só volte por aqui depois de aproximadamente 6800 anos, ou seja, lá pelos anos 8820.

Segundo o Climatempo, o “Neowise” é muito novo. Ele foi descoberto pela NASA no dia 27 de março deste ano e tem este nome porque foi detectado por um instrumento especial chamado de Near-Earth Object Wide-field Infrared Survey Explorer. Juntando-se letras marcadas surge o nome do cometa: NEOWISE. Mas tecnicamente, para os astrônomos, ele é o cometa C/2020 F3.

Cometas são corpos celestes formados basicamente de gelo e poeira cósmica. Acredita-se que surgiram na formação do sistema solar. O brilho e a cauda são consequências de passagens próximas ao Sol.

Ao passar perto do Sol, a combinação dos gases aquecidos que foram expelidos com a poeira cósmica forma o que chamamos de “cabeleira” do cometa. Mas quem faz o “penteado”, jogando toda a cabeleira para trás é a força do vento solar.

Este cometa conseguiu “sobreviver” à máxima aproximação do Sol (passagem por um ponto chamado de periélio) no último dia 3 de julho e a partir daí começou a brilhar, cada dia um pouco mais. Quando surgiu, em março, era visível de manhã, mas agora só pode ser visto à noite e em locais bastante escuros, sem a poluição luminosa das cidades e logo depois do pôr do sol.


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