Com baixa contaminação, aulas voltam em Vitória e mais quatro cidades - ES360

Com baixa contaminação, aulas voltam em Vitória e mais quatro cidades

Vitor de Angelo defende que governo não voltou atrás dias depois da decisão. Para ele, faltava reunião com entidades do setor para decretar a abertura das escolas em risco moderado

Governador Renato Casagrande e secretário de Estado da Educação Vitor Angelo (Reprodução: Sedu)
Governador Renato Casagrande e secretário de Estado da Educação Vitor Angelo (Reprodução: Sedu)

Cinco dias depois de decretar a interrupção de aulas presenciais nas escolas em municípios de risco moderado para covid-19, o governo do Espírito Santo alterou o protocolo e liberou o funcionamento das escolas em bandeira amarela a partir de quinta-feira (26). Nesta semana, Vitória, Cariacica, Viana, Ecoporanga e Barra de São Francisco são as cidades consideradas de risco moderado. A decisão foi divulgada na manhã desta quarta-feira (25) pelo governador Renato Casagrande depois de encontro com secretários que participaram na noite de terça-feira (24) de uma reunião com entidades do setor da educação. A mudança no protocolo será publicada no Diário Oficial desta quinta-feira (26).

Segundo o secretário de Educação, Vitor de Angelo, o que balizou a decisão foi a baixa contaminação identificada no primeiro mês de abertura das escolas, o que apontou que o ambiente escolar não era perigoso. As informações sobre a contaminação foram divulgadas no último dia 13. Mas como o governo não conseguiu se reunir com entidades do setor da educação antes da divulgação do último Mapa de Risco, que incluiu cidades da Grande Vitória, não foi possível fazer a alteração antes.

“A cronologia dos fatos não é a favor da gente. Muitos atribuem às manifestações ou à falta de convicção da decisão por ter voltado atrás. Mas não foi isso que aconteceu. Esse tipo de decisão a gente foi construindo dentro de um consenso, com os envolvidos em cada um dos assuntos. O Mapa de Risco acabou vindo antes da agenda com esses outros atores. O governador precisava tomar uma decisão. Logo depois no anúncio do fechamento já começamos a fazer os convites às organizações. Eu não vejo como recuo nem como mudança de entendimento. A gente precisa ser coerente da forma como vínhamos conduzindo”, justificou de Angelo.

A regra de manter as escolas abertas em risco moderado ainda não pode ser considerada fixa na matriz de risco segundo de Angelo, pois um fato novo no futuro pode mudar a interpretação. Mas na medida que a escola é considerada um espaço seguro na pandemia, vão ficar abertas nas cidades de risco baixo e moderado. Sobre um possível fechamento em risco alto ou extremos, ele disse que a discussão não chegou a avançar para isso, pois o Mapa de Risco não aponta para esse caminho.

Reunião com setor da educação durou 4 horas

A reunião sobre a reabertura das escolas em cidades de risco moderado realizada na terça (24) durou 4 horas. Participaram do encontro secretários de Estado, membros do Ministério Público, representantes dos sindicatos das escolas particulares, dos professores de particulares, dos servidores públicos e dos trabalhadores da educação pública, além de uma representante de pais que fazia manifestação.

Foram contrários à reabertura das escolas em risco moderado o Sindicato dos Professores de Escolas Particulares (Sinpro), Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Espírito Santo (Sindiupes) e também o Sindicato dos Servidores Públicos do Espírito Santo (Sindipúblicos).  O Sindiupes não concordou com o retorno das atividade em sala de aula, uma vez que a recomendação do Conselho Estadual de Saúde, publicada no Diário Oficial no dia 20/11, foi pela suspensão das aulas presenciais em função do aumento de casos de coronavírus.

O presidente do Sinepe, Moacir Lellis, defendeu a reabertura em virtude da manutenção dos protocolos de biossegurança pelas escolas, que tem sido bem rígidos, o que mantém os espaços seguros. E cobrou que verifiquem se as escolas estão cumprindo e se não estiverem que não abram para as aulas presenciais. Lellis ponderou também sobre a decisão de fechamento da forma que foi feita, o que teria trazido transtorno para escolas e famílias. “Muitas fornecem alimentação e estava com tudo pronto na sexta para retornar as aulas na segunda, o que não ocorreu. Além disso, muitos pais já voltaram para o trabalho presencial e contam com a escola para deixar os filhos”, relata.


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