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Ciclismo capixaba ganha força durante a pandemia

Com o fechamento das academias de ginástica, venda de bikes e equipamentos cresceu em mais de 50% no 2º semestre de 2020

O ciclismo se tornou opção de esporte durante a pandemia. Setor cresceu em mais de 50%, estimam empresários e FESC. Foto: Pixabay
O ciclismo se tornou opção de esporte durante a pandemia. Setor cresceu em mais de 50%, estimam empresários e FESC. Foto: Pixabay

O ciclismo capixaba nunca foi tão popular como nos últimos meses. E o fechamento das academias de ginástica em decorrência da pandemia do novo coronavírus tem ajudado a impulsionar a prática do esporte. A afirmação vem de empresários do próprio setor e da FESC (Federação Espírito Santense de Ciclismo).

Segundo Max Bruno Miossi, proprietário da Zeta Sports, em Vila Velha, o mercado já estava aquecido entre o final de 2019 e o início de 2020. Mas desde março, com a determinação do governo do Estado de fechar as academias para combater a disseminação da covid-19, houve um “boom” na procura por bikes e equipamentos.

“Muita gente buscou o esporte para não ficar parado durante a quarentena. E muitas pessoas se identificaram e mantiveram o ciclismo como atividade regular. No mês de maio, por exemplo, tivemos uma alta de pelo menos 36% se comparado com abril. E nos últimos dois meses, apesar de não ter um número consolidado, acredito que a procura tenha crescido em mais de 50%. Até mesmo os departamentos de serviços têm trabalhado no limite”, ressalta Max Miossi.

Já o presidente da FESC, Marcos Paulo Silva Duarte, acredita que os números sejam ainda maiores. “Faltam bicicletas e peças de reposição. Nesse momento de pandemia, a procura está totalmente em alta. Para se ter ideia, em 1999 existiam apenas dois grupos de pedal. Em 2012, eram seis. Hoje, são mais de 100 grupos que mantém o diálogo com a FESC, fora aqueles que existem espalhados por todo o estado e não temos conhecimento”, diz Duarte.

Superbikes ganham destaque no mercado

Se você teve uma bicicleta na década de 90 ou início dos anos 2000, vai ser recordar que os modelos de 18 ou 21 marchas fizeram grande sucesso entre os ciclistas da época. A troca dessas marchas podiam ser ouvidas por quem pedalava. Hoje em dia, existem câmbios eletrônicos que fazem essas trocas como se fossem carros automáticos.

Os freios também evoluíram. Existem modelos do tipo ABS, sistema que evita que as rodas bloqueiem e entrem em derrapagem, utilizado em motocicletas de alto padrão. O mesmo se repete nos quadros, pneus, suspensões e demais itens que compõem uma bike. Juntos, esses equipamentos refletem em uma bicicleta que pode custar entre R$ 3 mil e 140 mil.

O preço é alto. Mas quem entende do assunto garante que o investimento faz toda a diferença. “Antigamente você comprava uma bike e se adaptava a ela. Hoje ocorre o inverso. O quadro tem referências específicas para a altura de cada pessoa; as suspensões e freios atendem os usuários de acordo com seus pesos. Tudo isso se reflete em conforto e desempenho”, explica Duarte.

Porém, não basta uma boa bicicleta para se transformar em um atleta de ponta, alerta o presidente da FESC. “Não adianta comprar uma superbike achando que ela vai pedalar sozinha. O investimento está diretamente atrelado à performance do ciclista que com o tempo busca sempre melhorar”.

Portanto, se você está em busca de um novo esporte e acha que o ciclismo pode ser o caminho, siga as orientações da Federação Espírito Santense de Ciclismo. Procure uma loja de confiança, monte uma bike de acordo com seus objetivos e bom pedal.


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