Chuvas levam rejeitos de minério para o rio Doce - ES360

Chuvas levam rejeitos de minério para o rio Doce

Com a abertura das comportas das hidrelétricas de Risoleta Neves e Aimorés, rejeitos estariam descendo, afirmam os atingidos por barragens

Nesta quarta-feira, o Rio Doce baixou em Linhares e marcou 5,53 cm acima do nível normal. Foto: Divulgação/Prefeitura de Linhares
Nesta quarta-feira, o Rio Doce baixou em Linhares e marcou 5,53 cm acima do nível normal. Foto: Divulgação/Prefeitura de Linhares

As volumosas chuvas que provocaram mortes e deixaram cidades destruídas no Espírito Santo e em Minas Gerais também acenderam outro alerta: a volta de movimentação de rejeitos de minério, oriundos da barragem da Samarco, pelo rio Doce.

Grande parte dos rejeitos que desceu pelo leito do rio após o desastre de Mariana, em 2015, ficou retida em uma hidrelétrica em Candonga, Minas Gerais. Agora, com as cheias em Minas e no Espírito Santo, as hidrelétricas Risoleta Neves e de Aimorés, estão abrindo comportas e despejando mais rejeitos no rio Doce. É o que afirma o MAB (Movimento dos Atingidos por Barragens).

“Sempre quando chove forte ficamos preocupados porque todo o rejeito que está no fundo do rio se movimenta. E relatórios apontaram que no fundo das barragens tinha grande volume de rejeitos depositados. Como as duas estão agora com as comportas abertas, eles voltam a atingir o rio Doce”, diz Heider Boza, representante do MAB no Espírito Santo.

Para o MAB, a principal preocupação é com o município de Colatina, já que a única fonte de captação de água na cidade é do rio Doce. A prefeitura de Colatina informou que até agora não teve problemas na captação, pois considera que a água está muito suja, mas ainda não barrenta a ponto de impedir a captação.

Diante dessa situação, o Ministério Público de Minas Gerais intimou a Renova, que cuida dos impactos do rompimento da barragem a prestar esclarecimentos sobre a movimentação dos rejeitos.

A Renova afirma que os parâmetros da turbidez do rio estão dentro do esperado para período de chuva. Informa também que construiu três barreiras metálicas antes da hidrelétrica de Candonga, para reter os rejeitos.

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