China já tem 4.515 casos de coronavírus, com 106 mortos - ES360

China já tem 4.515 casos de coronavírus, com 106 mortos

A cidade de Wuhan, onde os primeiros casos foram registrados, e outras 17 localidades estão isoladas, com viagens de avião, trem e ônibus suspensas

A Comissão Nacional de Saúde da China informou nesta terça-feira, 28, que mais 25 pessoas morreram em função de doenças provocadas pelo coronavírus, o que leva a contagem total de mortos do surto para 106. O número de casos confirmados no país chegou a 4.515, após 1.771 novas ocorrências terem sido contabilizadas.

Uma das mortes foi registrada em Pequim, a capital chinesa. As outras 24 foram em Hubei, a província em que o surto de coronavírus teve início, em dezembro. A cidade de Wuhan, onde os primeiros casos foram registrados, e outras 17 localidades de Hubei estão isoladas, com viagens de avião, trem e ônibus suspensas. Mais de 50 milhões de pessoas vivem na região afetada.

O feriado do ano-novo lunar, que se estenderia até a sexta-feira, 31, foi prolongado até o domingo, 2. Com a medida, o governo chinês espera desestimular a viagem de volta para casa de dezenas de milhões de chineses que viajaram a partir da sexta-feira, 24, quando as festividades tiveram início.

Infectado pelo coronavírus pode não ter sintoma

As infecções pelo novo coronavírus, geralmente associadas a quadros de pneumonia, podem ocorrer também sem que o infectado apresente sintomas, o que pode dificultar a contenção do surto. É o que indica um estudo de pesquisadores chineses publicado na sexta-feira 24, no periódico científico The Lancet.

A conclusão vem da análise de uma família chinesa que teve seis integrantes infectados. Eles foram diagnosticados na cidade de Shenzen, onde moram, mas haviam viajado a Wuhan, epicentro do surto, dias antes da detecção da doença. Segundo o artigo, um dos integrantes da família, um menino de 10 anos, foi infectado pelo vírus, mas não teve manifestação da doença, enquanto os outros cinco apresentaram sintomas.

O diagnóstico surpreendeu os médicos, que inicialmente não pensavam em submeter o garoto a exames. Os testes só foram feitos por insistência da família, que estranhou o fato de o garoto ter viajado a Wuhan e não apresentar a doença.

Os autores do estudo destacam que esse achado indica mais uma dificuldade para conter o surto, já que o paciente pode carregar e transmitir o vírus sem apresentar sinal da doença. “Esses casos enigmáticos de pneumonia ambulante podem servir como uma possível fonte para propagar o surto”, destacam os especialistas

Eles também ressaltam que, no caso dos pacientes com sintomas, as manifestações podem mudar de paciente para paciente. Embora a maioria relate febre, tosse e dificuldade para respirar, dois membros da família estudada tiveram como primeiro sintoma uma diarreia.

Estadão Conteúdo

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