Cais do Hidroavião ainda tem destino incerto em Vitória - ES360

Cais do Hidroavião ainda tem destino incerto em Vitória

Associação de Cervejeiros Caseiros, que iria assumir o local, diz que precisa de patrocínio para administrar área.

Cais do Hidroavião está abandonado em Vitória. Foto: Chico Guedes

Depois de anos abandonado, o Cais do Hidroavião, no bairro Mário Cypreste, em Vitória, foi cedido pela União para ser administrado pela prefeitura da capital. Mas o destino da área ainda é incerto, porque a última proposta — de uma sede para a associação de cervejeiros caseiros — pode não sair do papel.

O presidente da Acerva-ES (Associação dos Cervejeiros Caseiros do Espírito Santo), Sandro Rizatto, explica que no ano passado, quando manifestaram interesse em usar a área para sede social da associação e espaço para cursos e encontros, a realização da obra seria mais viável do que hoje.

“Hoje, a associação só consegue assumir se tiver patrocínio. No ano passado, quando fizemos a proposta, a gente tinha mais possibilidade de ter ajuda governamental. Agora está mais difícil e, para viabilizar, deveríamos ter patrocínio de empresa privada. Além disso, a área está há muito tempo abandonada e precisa de um valor alto de investimento”, detalha.

Como a Acerva-ES também está em fase de eleição de nova diretoria, a definição sobre o assunto ficará para o próximo presidente, que será eleito no fim do mês. Segundo o diretor-presidente da CDV (Companhia de Desenvolvimento de Vitória), Leonardo Khroling, o contrato ainda não tinha sido assinado com a associação, devido à cláusula sobre a cessão da área pela SPU, que só foi finalizada na última quinta-feira (04), depois de uma espera de 13 anos pela prefeitura.

“O Cais do Hidroavião é um espaço prioritário para a prefeitura. Queremos transformar em local aberto à população e ao turista e contar a sua história de pousos e decolagens”.

Sobre prazos, o presidente da CDV informou que será preciso esperar a decisão da Acerva-ES para dar continuidade ao assunto. No edital está previsto que, quem assumir o espaço, fica responsável pela restauração.

Para moradores da região, o projeto é bom. “A ideia é ótima e também está previsto um espaço cultural para a comunidade e para manter a história do cais. Atualmente, mantemos uma conversa com a prefeitura para que seja preservada a limpeza do local, desocupado há muitos anos ”, detalha o presidente da Associação de Moradores de Mário Cypreste.


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