Bolsas da Europa desabam 11% e têm maior queda diária da história - ES360

Bolsas da Europa desabam 11% e têm maior queda diária da história

Investidores também reagiram à decisão do BCE (Banco Central Europeu) de manter inalteradas às taxas de juros

Dólar bate R$ 5, bolsa cai mais de 11% e suspende negócios pela 3ª vez na semana. Foto: Csaba Nagy/Pixabay
Dólar bate R$ 5, bolsa cai mais de 11% e suspende negócios pela 3ª vez na semana. Foto: Csaba Nagy/Pixabay

 

As bolsas da Europa desabaram nesta quinta-feira (12), e encerraram o pregão com a maior queda diária da história, em um dia de estresse global pelo avanço do coronavírus. A decisão do presidente americano, Donald Trump, de cancelar os voos da região para os Estados Unidos, sem o aval de autoridades europeias, pressionou os mercados e fez o índice Stoxx 600 encerrar com tombo de 11%. Investidores também reagiram à decisão do BCE (Banco Central Europeu) de manter inalteradas às taxas de juros.

> Dólar bate R$ 5, bolsa cai mais de 11% e suspende negócios pela 3ª vez na semana

O pânico predominou durante todo o pregão, com as repercussões do anúncio de Trump. Na última quarta-feira (11), o líder norte-americano informou que todas as viagens da Europa para os EUA estão canceladas por 30 dias a partir desta sexta-feira (13). O objetivo da medida é conter a disseminação do coronavírus, cujo número de casos já passa de 120 mil no mundo.

O Reino Unido ficou de fora da restrição, porque, segundo o republicano, os britânicos têm feito um “bom trabalho para conter o vírus”. Mesmo assim, na Bolsa de Londres, o índice FTSE fechou com declínio de 10,87%, a 5.237,48 pontos, na mínima do dia.

Hoje, autoridades europeias reclamaram que as medidas foram tomadas de forma unilateral e que não foram consultadas. Trump, contudo, explicou que o motivo foi a urgência da situação.

Por todo o continente, as ações das áreas registraram baixas robustas, com a IAG, controladora da British Airways, despencando 15,82% no mercado inglês. Em Frankfurt, onde o DAX cedeu 12,24%, a 9.161,13 pontos, o papel da Lufthansa tombou 13,41%. Em Paris, a ação da Air France-KLM despencou x%, enquanto o índice CAC 40 fechou com queda de 12,28%, a 4044,26 pontos.

As perdas se intensificaram após o BCE anunciar a manutenção da taxa de depósito em -0,50% e da taxa de refinanciamento em 0%, contrariando analistas. A autoridade monetária, no entanto, informou que ampliaria o programa de relaxamento quantitativo (QE, pela sigla em inglês) e que oferecerá termos “consideravelmente mais favoráveis” para as chamadas Operações de Refinanciamento de Prazo Mais Longo Direcionadas (TLTROs, na sigla em inglês).

“As medidas de hoje são uma tentativa de resolver a confusão nos mercados de apoiar a economia de maneira direcionada. A julgar pelas reações iniciais, elas não foram suficientes para resolver o primeiro”, avalia o ING.

As fortes quedas das Bolsas de Nova York, que chegaram a acionar o circuit breaker, ajudaram a aprofundar o mau humor generalizado. Em Milão, o índice FTSE MIB desabou 16,92%, a 14 894,44 pontos. A empresa de energia Enel caiu 19,85%, em meio à queda no preço do petróleo.

Em Madrid, o Ibex 35 caiu 14,06%, a 6.390,90 pontos. Já em Lisboa, o PSI 20 recuou 9,76%, a 3.805,92 pontos.

Estadão Conteúdo


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