Biden confirma vitória no Arizona; China parabeniza democrata pela eleição - ES360

Biden confirma vitória no Arizona; China parabeniza democrata pela eleição

Última vez que um democrata havia ganhado no Estado foi em 1996, com Bill Clinton; Brasil e Rússia seguem sem se manifestar

O candidato democrata Joe Biden venceu no Estado do Arizona, informaram os canais de televisão dos Estados Unidos na noite de quinta-feira, 12, e consolidou a liderança no Colégio Eleitoral que escolherá formalmente o novo chefe da Casa Branca.

Biden ganhou no Arizona, tradicional reduto republicano, por mais de 11.000 votos e somou outros 11 votos no Colégio Eleitoral, alcançando a marca de 290 delegados – contra 213 de Trump -, de acordo com as emissoras NBC, CBS, ABC e CNN. A última vez que um democrata havia vencido no Estado foi com Bill Clinton, em 1996.

O canal Fox News e a agência de notícias Associated Press anunciaram a vitória de Biden no Arizona desde antes da noite da eleição, o que irritou o presidente Donald Trump, que segue defendendo a tese de que o pleito foi fraudado e que se apenas os “votos legais” forem contados, ele venceu a disputa.

Desde a eleição, os republicanos apresentaram recursos à Justiça em pelo menos cinco Estados-chave, alegando fraude ou irregularidades no processo eleitoral. No momento, a apuração prossegue em alguns Estados cruciais, incluindo Pensilvânia, e uma recontagem manual foi anunciada na Geórgia.

Cada Estado tem um prazo para que as autoridades eleitorais certifiquem o resultado e validem a recontagem dos votos, mas o dia 14 de dezembro é a data-limite real, pois é quando os delegados de cada Estado devem se reunir no colégio eleitoral para escolher formalmente o presidente, uma votação a princípio determinada pela maioria do voto popular nas respectivas demarcações.

China parabeniza Biden por vitória

Após o anúncio da vitória no Arizona, a China enviou nesta sexta-feira, 13, felicitações a Joe Biden por sua eleição. “Respeitamos a escolha do povo americano. Enviamos nossas felicitações a Biden e a Harris”, declarou o porta-voz da diplomacia chinesa, Wang Wenbin.

Muitos líderes mundiais parabenizaram o ex-vice-presidente de Barack Obama ainda no dia 7 de novembro, quando a vitória foi anunciada, mas a China aguardou até esta sexta-feira para reconhecer sua vitória, alegando que desejava aguardar os resultados definitivos da eleição. O presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, é um dos poucos que ainda não cumprimentou Biden, ao lado do presidente russo, Vladimir Putin, e do líder norte-coreano Kim Jong-un.

O porta-voz do ministério chinês das Relações Exteriores reiterou nesta sexta-feira que o resultado da eleição americana seria “confirmado de acordo com as leis e procedimentos em vigor nos Estados Unidos”.

A lentidão da reação chinesa pode levar alguns analistas a acreditar que Pequim apostava na reeleição de Trump, percebido na China como alguém que enfraqueceu seu país e o Ocidente, apesar de ter contribuído amplamente para enfraquecer as relações entre as duas potências, ao iniciar, por exemplo, uma guerra comercial.


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