Bebidas capixabas ganham prêmios nacionais e internacionais - ES360

Bebidas capixabas ganham prêmios nacionais e internacionais

Conheça as principais bebidas capixabas que foram premiadas a nível internacional durante 2019 e 2020

Nova no mercado, a Cervejaria Trindade, de Vitória, conquistou um título nacional neste ano. Foto: Cervejaria Trindade/Divulgação

Se o setor de bebidas do Espírito Santo já era bem falado pelo país, agora ele vêm liderando competições doa mais variados gêneros, inclusive as internacionais. Donos de processos inventivos e cuidadosos para produzir especiarias como gin, cerveja e café, vários empreendedores capixabas foram reconhecidos por júris técnicos durante todo o ano passado e em 2020.

A conquista mais recente foi a medalha de ouro para o gin “Dry Cat Nut”, no London Spirits Competition 2020, em Londres. Descansado no barril de castanha e feito em infusão de madeira cumaru, a bebida criada por Ari Oliveira e Luiz Flávio Breda foi avaliada com 92 pontos pelo principal júri do gênero no planeta. Outros dois tipos idealizados pela dupla também foram premiados na competição: o “London Dry” e “Dry Cat Gin Seco” receberam medalhas de prata e bronze, respectivamente.

Mas esta não é a primeira vez que eles são premiados. Em agosto do ano passado, Ari e Luiz Flávio ganharam a medalha de bronze na edição 2019 do USA Spirits Ratings com o London Dry.

Cerveja

Das regiões montanhosas do Sul capixaba até o litoral, é comum encontrar pessoas apaixonadas por cerveja. E elas gostam não apenas de consumir a bebida, como também de produzi-las. Desse amor que surgiram vários prêmios para cinco cervejarias artesanais, durante este ano e em 2019.

Cerveja do Barba Ruiva, de Domingos Martins, virou destaque internacional. Foto: Reprodução/Instagram

A Cervejaria Barba Ruiva, de Domingos Martins, ganhou a medalha de ouro de Melhor Cerveja Defumada do Brasil no Concurso Brasileiro de Cervejas de 2020, em Blumenau (SC). A cerveja vencedora foi a Rauch Bock, a mesma que ganhou como Melhor Cerveja do Mundo em 2019, na categoria Smoke Beer, em um concurso realizado em Londres. A Belgian Dubbel e Vienna Lager, também produzidas pela cervejaria, receberam outros prêmios na disputa inglesa.

Ainda no concurso brasileiro deste ano, a Cervejaria Trindade, de Vitória, conquistou a medalha de prata a com a Laranjito Amber Ale, na categoria American-Style Brown Ale. Já a Hood Cervejaria, de Vila Velha, levou a prata pela RIS (Russian Imperial Stout) Nuts for Vanilla, que já tinha ganhado o ouro no Mondial de la Bière em 2019. Esse é o terceiro ano consecutivo em que o tap bar levou um troféu para casa: a cerveja Mordida do Tyson obteve o prêmio de terceiro lugar pelo voto popular do torneio, em 2018.

Levaram o bronze a Cervejaria Espírito Santo, de Vitória, com a Belgian-style Dubbel, e a Kingbier, de Vila Velha, com a King Red Dragon. Já a estreante nas premiações Três Torres, de João Neiva, levou o bronze pela Hop Red, uma American Red Ale.

Cachaça

Há quem diga que a cachaça é a bebida alcoólica mais típica entre os brasileiros. Podem existir controvérsias, mas foi esse o sabor marcante que inspirou o produtor Adão Cellia, em 2016, a criar o alambique Princesa Isabel, em Linhares. De lá saiu a linha branca Aquarela, vencedora do Ranking da Cúpula da Cachaça, publicado pelo jornal Estadão em 2018. A premiação lhe rendeu o título de melhor cachaça brasileira.

O alambique Princesa Isabel fica no distrito de Desengano, em Linhares. Foto: Divulgação/Prefeitura de Linhares

De lá pra cá, a bebida linharense angariou colocações significativas para o Espírito Santo na Expo Cachaça, em São Paulo, na Alemanha e na Inglaterra.

“A linha branca é muito disputada e estamos muito felizes, não só pelo reconhecimento do nosso trabalho, que é fruto de uma estrutura moderna, uma assessoria especializada, boas prática no manejo da matéria prima, a nossa cana de açúcar, como também, é destaque para a nossa cidade. Esse prêmio é de Linhares”, afirma Adão.

Neste ano, a Princesa Isabel Prata e Princesa Isabel Ouro caíram algumas posições no novo Ranking da Cúpula da Cachaça, mas continuam entre as 50 melhores cachaças do país. A premiação acontece a cada dois anos.

Café

De longe, o café capixaba é quem mais brilha nas premiações pelo Brasil afora. Só no ano passado, dois grandes concursos do gênero tiveram representantes do estado ocupando o pódio, atraindo uma atenção em nível internacional para o Espírito Santo.

Pela segunda vez consecutiva, os grãos capixabas dominaram as categorias Conilon, Arábica e Fair Trade (comércio justo) do Coffee Of The Year (COY) 2019, durante a Semana Internacional do Café, em Belo Horizonte (MG). Considerada uma das principais vitrines para a exportação cafeeira, a premiação acontece após uma degustação às cegas dos visitantes, que escolhem a grande vencedora no evento.

Agricultor Luis Claudio de Souza e o produtor Leidiomar Meneguetti foram os finalistas das amostras de café capixaba. Foto: Divulgação/Secom

Dos 35 finalistas nas principais mostras, dez eram produtores capixabas. O primeiro lugar na categoria Conilon foi dado à produtora Neuza Maria da Silva de Souza, de Muqui, que virou bicampeã na modalidade. Já na categoria Fair Trade, quem disparou na frente foi o cafeicultor Luiz Claudio de Souza, numa disputa com agricultores de diversas partes do mundo.

O segundo lugar na categoria Arábica foi recebido por Leidiomar Meneguetti, do Sítio Rancho Dantas, de Brejetuba. Em quarto lugar, ficou o cafeicultor José Emílio Magro, do Sítio Jóia da Forquilha, na região do Caparaó.

E não para por aí. Na noite anterior, o pódio do 5º Torneio de Café Fair Trade do Brasil também foi dominado por três capixabas. Luiz Claudio também ficou em primeiro lugar nesta premiação. Aliciana de Castro Mauri, de Jerônimo Monteiro, e Daiana Souza Carrari, de Muqui, ambas do Pó de Mulheres, ficaram na segunda e terceira colocações da categoria conilon, respectivamente.

“Ser campeão uma vez é emocionante. Mas, ao repetir esse feito, a emoção é dobrada e isso também motiva a gente, mostra que estamos no caminho certo. Nosso café está sendo cada vez mais procurado no mercado. O caminho que o café arábica já fez, nós estamos fazendo com o conilon e essas premiações são o resultado”, disse Luiz ao receber o prêmio.


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