Aras defende direito de minorias durante posse como novo PGR - ES360

Aras defende direito de minorias durante posse como novo PGR

Em agosto, Bolsonaro defendeu que queria para o comando do Ministério Público alguém que não tratasse as minorias de "forma xiita"

O novo procurador-geral da República, Augusto Aras, durante cerimônia de posse no Palácio do Planalto. Foto: José Cruz/Agência Brasil
O novo procurador-geral da República, Augusto Aras, durante cerimônia de posse no Palácio do Planalto. Foto: José Cruz/Agência Brasil

Ao lado do presidente Jair Bolsonaro, o novo procurador-geral da República, Augusto Aras, citou a defesa de minorias como uma das prioridades na atuação da PGR. Segundo ele, a instituição deve “induzir políticas públicas“, e não gerir, julgar ou legislar.

Aras destacou que a missão da PGR deve ser a de “induzir políticas públicas, econômicas, sociais, de defesas das minorias”. “E, acima de tudo, que tudo se faça com respeito à dignidade da pessoa humana. Esse é meu compromisso”, disse nesta quinta-feira, 26.

Em agosto, o presidente Jair Bolsonaro defendeu que queria para o comando do Ministério Público alguém que não tratasse as minorias de “forma xiita”. Também disse que buscava alguém para o posto que soubesse “tratar minorias como minorias” e que entendesse que “as leis têm que ser feitas para a maioria e não para as minorias”.

Maioria do Senado aproa Aras

O Senado aprovou, nesta quarta-feira, a indicação do subprocurador-geral da República Augusto Aras ao comando da Procuradoria-Geral da República (PGR) com 68 votos favoráveis, 10 contrários e uma abstenção. Dois senadores não votaram no plenário porque estavam ausentes: Jorge Kajuru (Cidadania-GO) e Jader Barbalho (MDB-PA).

Mais cedo, o nome teve aval da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), com 23 votos favoráveis, 3 contrários e um voto em branco.

Durante a sabatina, Aras criticou temas caros ao governo do presidente Jair Bolsonaro, como a Operação Lava Jato, disse que a Lei de Abuso de Autoridade “pode produzir um bom efeito” e defendeu a legalidade do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) – atual Unidade de Inteligência Financeira – informarem casos de irregularidades.

No plenário, o indicado acompanhou a sessão que aprovou seu nome, conversou com senadores, posou para fotos e gravou vídeos ao lado de parlamentares.

Estadão Conteúdo

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