Advogadas suspeitas de ligação com facção vão para prisão domiciliar - ES360

Advogadas suspeitas de ligação com facção vão para prisão domiciliar

Elas são acusadas de intermediar ordens para pagamento de armas, coação de testemunhas em processo criminal e venda de drogas

As advogadas que foram presas suspeitas de transmitirem mensagens de presos de facções criminosas de fora dos presídios na Grande Vitória, deixaram a penitenciária e seguem em prisão domiciliar. A Comissão de Direitos e Prerrogativas da OAB Espírito Santo solicitou a custódia das advogadas em Sala de Estado Maior, mas não havia disponibilidade no Quartel da Polícia Militar. Com isso, a OAB apresentou requerimento solicitando o habeas corpus das investigadas.

O advogado da Comissão, Eduardo Sarlo, falou que a medida é um direito delas e que a lei não estava sendo respeitada.

Segundo a Polícia Civil, nas mensagens transmitidas por elas, havia o pedido de coação de testemunhas para que elas mudassem depoimentos que prejudicavam os presos; compra de 250 quilos de maconha e até a ordem de aquisição de uma arma de grosso calibre.

O delegado Rafael Ramos afirmou que os bilhetes estavam em uma agenda usada por uma das advogadas durante a visita aos criminosos. Segundo a perita da polícia civil, Jandira Brandão, foram realizados exames de grafia, para identificar o estilo e padrão de escrita.

Durante a operação que prendeu as advogadas, foram cumpridos mais sete mandados de prisão, um deles contra um ex-detento e os outros contra pessoas que já estavam presas.

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