Advogadas presas podem ter atuado em outras unidades prisionais no ES - ES360

Advogadas presas podem ter atuado em outras unidades prisionais no ES

Elas são acusadas de tráfico de drogas para detentos do Centro de Detenção Provisória (CDP) de Guarapari

Delegado Guilherme Eugênio, titular do Departamento Especializado de Narcóticos (Denarc) de Guarapari. Foto: Divulgação
Delegado Guilherme Eugênio, titular do Departamento Especializado de Narcóticos (Denarc) de Guarapari. Foto: Divulgação

A Polícia Civil vai investigar se as duas advogadas presas na manhã desta sexta-feira (11) pela Polícia Civil durante a Operação Vade Mecum atuavam em outras unidades prisionais do Espírito Santo. Elas são acusadas de tráfico de drogas para detentos do Centro de Detenção Provisória (CDP) de Guarapari.

O delegado Guilherme Eugênio, titular do Departamento Especializado de Narcóticos (Denarc) de Guarapari, revelou que a investigação teve início em março após uma notícia-crime que partiu do Centro de Detenção Provisória (CDP) de Guarapari. Foram detectados fortes indícios de que as advogadas levavam drogas ilícitas ao CDP de Guarapari e que essa organização fornecia drogas também para várias outras unidades prisionais.

“Também foi possível constatar o crime de corrupção ativa para viabilizar o tráfico de drogas. Elas tentaram cooptar para a organização criminosa um servidor público honesto, que não aceitou a proposta e ainda colaborou com a investigação”, contou o delegado Guilherme Eugênio.

Até o momento, as investigações ainda não apontaram a participação de servidores públicos, mas o delegado Guilherme Eugênio não descartou a possibilidade e disse que as investigações continuam.

De acordo com o delegado, por determinações legais, advogados não são submetidos à revista durante o ingresso à unidade prisional, o que favoreceu a prática criminosa das duas advogadas. Ao entrar no presídio, os profissionais passam apenas por um detector de metal, que não identifica drogas.

Ainda com as duas profissionais, foram apreendidos bilhetes com comandos e ordens de criminosos. A Polícia Civil acredita que, além do tráfico de drogas no sistema prisional, elas também eram responsáveis por levar informações de dentro do presídio para as organizações criminosas fora das penitenciárias.


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