Acusado de matar Marielle diz que achou munições de fuzil na rua - ES360

Acusado de matar Marielle diz que achou munições de fuzil na rua

O ex-policial militar Élcio Vieira de Queiroz foi interrogado nesta quinta-feira (12), pela Justiça do Rio em um outro processo

Caso Marielle: polícia cumpre cinco mandados de prisão. Foto: Renan Olaz/Câmara Municipal do Rio
Vereadora Marielle Franco. Foto: Renan Olaz/Câmara Municipal do Rio

 

O ex-policial militar Élcio Vieira de Queiroz, que junto com o PM reformado Ronnie Lessa responde na Justiça pelas mortes da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, foi interrogado nesta quinta-feira (12), pela Justiça do Rio em um outro processo, por posse ilegal de arma de fogo de uso restrito Em 12 de março de 2019, quando Queiroz foi preso por suspeita em relação à morte de Marielle e Gomes, a polícia encontrou em poder dele armas e munições de uso restrito.

> Facebook fornece dados de contas ligadas a caso Marielle

Em sua defesa, Queiroz afirmou que as duas pistolas e praticamente todas as mais de cem munições foram compradas na época em que ele era policial e serviam para garantir a segurança de sua família, uma vez que ele é ex-policial e mora em uma região controlada pelo tráfico.

Sobre as oito munições de fuzil encontradas embaladas dentro de seu carro, o ex-policial afirmou que as encontrou na noite anterior ao dia em que foi preso, em um canteiro em frente à sua casa.

Preocupado com a segurança dos moradores, que poderiam detoná-las por acidente, ele as teria guardado em seu carro para entregá-las em alguma delegacia, no dia seguinte. Essa versão, no entanto, difere da que consta na denúncia, onde policiais afirmam que, no momento do flagrante, Queiroz teria dito que as munições eram dele.

> Polícia procurou em cisternas de condomínio arma que matou Marielle

Perguntado sobre sua profissão, ele disse que fazia monitoramento de caminhões de carga para uma transportadora e começava a trabalhar às 5h. Por isso, estava saindo de casa de madrugada no dia em que foi preso. Na ocasião, ele foi abordado por policiais civis e dois promotores de justiça, que chegaram a sua casa com um mandado de busca e apreensão relativo ao processo que apura as mortes de Marielle e Anderson.

Segundo a denúncia, diante da apresentação do mandado, Queiroz autorizou a entrada em sua casa para a realização da busca e apreensão, que foi acompanhada por sua mulher.

Além do ex-PM, foram ouvidos nesta quinta-feira o delegado da Delegacia de Homicídios da capital que elaborou o auto de flagrante e a oficial de cartório que tomou o depoimento dos policiais envolvidos na prisão.

Estadão Conteúdo


Deixe um comentário:

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *


Mais notícias
Mundo

Pela 1ª vez desde janeiro, China não registra mortes por covid-19

Dinheiro

AO VIVO: Governo detalha app de auxílio emergencial da Caixa

Dinheiro

Em meio à crise, bancos já receberam 2 milhões de pedidos de renegociação

Dia a dia

Ufes prorroga suspensão das aulas até o dia 30 de abril