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A lista de transmissão no WhatsApp no Marketing Político

O Whatsapp na política é uma alternativa de marketing político muito eficaz nos dias atuais. Aliado a uma boa estratégia de mídias sociais, sabendo utilizar esse aplicativo de forma responsável é possível gerar proximidade e informação junto aos eleitores e a comunidade como um todo.

Já discutimos por aqui o uso do whatsapp bussines e como ele pode te ajudar na pré-campanha. Nesta semana, Darlan Campos, diretor executivo da República Marketing Político, se aprofunda no assunto e fala sobre a importância da construção de um banco de dados político (ou CRM político) a partir das listas de transmissão.

Recentemente, desde o final dos anos 2000, quando a eleições americanas foram influenciadas pelo Twitter e no início dos anos 2010 pelo Facebook, a utilização das redes sociais e dos aplicativos digitais de mensagens tornou-se numa tendência.

O Whatsapp na política

Nos tempos atuais, o marketing político se surpreendeu com o crescimento do uso de aplicativos de mensagens.

A sua utilização surpreendeu até mesmo pela qualidade de algumas campanhas sabendo equilibrar a utilização da ferramenta e seu potencial de comunicação, coisa ainda rara no Brasil quando abordamos o marketing político digital.

O ambiente de comunicação

A partir da proibição do uso do telemarketing nas campanhas políticas, incluindo o Brasil, a utilização de aplicativos de mensagens se tornou numa importante alternativa.

Esse aplicativo se tornou a ferramenta que mais se aproxima deste canal de comunicação.

Por se tratar de uma nova ferramenta de marketing político online, as experiências e seus resultados ainda são escassos. Ainda não existem estudos profundos e precisos sobre as expectativas.

A utilização

É muito fácil utilizar o Whatsapp na política nas aplicações da comunicação de campanha. Geralmente, as pessoas enxergam o aplicativo como um novo canal de comunicação entre o candidato e seus eleitores em potencial.

Porém, considerando as diferentes ferramentas oferecidas pelo aplicativo, ele pode ser usado em muitas outras funções inerentes ao trabalho do marketing político nas eleições.

As principais utilizações

O WhatSapp pode ser aplicado no processo de gestão de contatos entre membros da campanha do candidato, através da ferramenta de Grupos no WhatsApp.

Também como canal para envio de imagens e vídeos de eventos para a base de coordenação de conteúdo da campanha para publicação imediata.

Entretanto, há uma saturação dos grupos de whatsapp, por isso o maior indicado é a utilização de listas de transmissão.

Mas atenção: para que uma mensagem seja enviada ao seu destinatário, é fundamental que ele tenha o seu número salvo na agenda do celular. Muito cuidado para não praticar spam e ter seu número de celular banido da ferramenta.

Melhorando o relacionamento

No início do artigo falamos em proximidade, pois a aplicação do aplicativo para melhorar o diálogo entre candidatos e eleitores aprimora tudo no que diz respeito ao relacionamento do candidato com seus possíveis eleitores e militância, incluindo:

– Grupos para contatos para o núcleo de inteligência da campanha e os principais coordenadores;
– Construa um banco de dados já na pré-campanha e inicie um relacionamento direto com ele a partir da lista de transmissão de whatsapp;
– Canal para atração de eleitores para outras mídias sociais, como o Facebook e Twitter;
– Comunicação entre o candidato e a população interessada em sua mensagem e propostas;
– Suporte aos eleitores que possam ter dúvida sobre procedimentos eleitorais.

Cuidados

Lembramos que podem ocorrer ruídos e riscos de conflitos dentro dos grupos. Quando falamos em campanha política, é fundamental evitar os atos antiéticos envolvendo a disseminação de boatos ou até mesmo ataques diretos às candidaturas adversárias.

Fake news

Lembramos que a velocidade da internet e sua acessibilidade gerou novos ambientes para a publicação e distribuição de notícias falsas que podem prejudicar candidatos e apoiadores.

Quando falamos em WhatSapp na política devemos ficar alertas sobre esses riscos.

Postura do aplicativo

Em casos de abusos, para evitar problemas, abordando as limitações de privacidade e segurança nas mídias sociais, o aplicativo de mensagens do Facebook, WhatsApp, anunciou que restringirá o número de vezes que uma mensagem individual pode ser encaminhada.

Há cerca de dois anos, a vice-presidente de políticas e comunicações do WhatsApp, Victoria Grand, anunciou a atualização em um evento em Jacarta. Na ocasião, a empresa de mensagens lançou as novas restrições para usuários na Índia depois de uma série de linchamentos que supostamente seguiram notícias falsas compartilhadas na plataforma.

As restrições

Para evitar enganos e falsas acusações, as restrições de encaminhamento inicial do WhatsApp foram introduzidas logo após os linchamentos na Índia e a disseminação de notícias falsas em todo o mundo.

As restrições estão estendidas a todos os usuários, as restrições impedem que uma única mensagem seja encaminhada mais de cinco vezes. O aplicativo anteriormente permitia até 20 encaminhamentos por mensagem.

Na aplicação das restrições, o desenvolvedor do aplicativo avaliou cuidadosamente esse teste e ouviu os comentários dos usuários durante um período de seis meses, e percebeu que o limite de encaminhamento reduziu significativamente as mensagens encaminhadas em todo o mundo.

Orientações

É fundamental que o WhatSapp na política respeite as restrições do aplicativo e saiba enviar mensagens de modo profissional.

Manter uma linguagem respeitosa e que não force a aceitação de opiniões é essencial para manter a transparência positiva de uma campanha política.

O aplicativo

O WhatSapp trata-se de um aplicativo gratuito que funciona de maneira semelhante ao Instant Messenger. O usuário pode conversar com amigos, clientes, parceiros de negócios, e até criar grupos para poder enviar mensagens para várias pessoas ao mesmo tempo.

O que o usuário precisa é de um dispositivo móvel ou tablet com conexão à Internet.

Possibilidades e transmissão

Com a atual tecnologia móvel, temos muitas ferramentas prontamente disponíveis ao nosso alcance para se conectar com pessoas de todo o mundo.

Mesmo que o usuário possa usar o aplicativo o tempo todo, pode não estar ciente de que pode criar algo chamado Transmissão do WhatsApp.

As transmissões do WhatsApp são listas de destinatários para os quais você pode enviar mensagens regulares, mesmo que pareça semelhante a um grupo do WhatsApp, a principal diferença é que as pessoas não podem ver outras pessoas na mesma lista de transmissão.

Potencial

Esse aplicativo é usado por mais de um bilhão de pessoas em todo o mundo, com cerca de 60 bilhões de mensagens enviadas por dias.

Apresenta uma boa demografia que pode ser comercializada. Utilizar a plataforma agora, especialmente com o WhatsApp Business para empresas.

Para aprofundar o assunto

No podcast República Cast tem um super bate papo sobre o potencial do whatsapp na política e o uso da lista de transmissão. Ouça e aplique desde já na sua pré-campanha.

Conclusão

Podemos afirmar que uma boa campanha precisa muito incorporar o WhatsApp como positiva plataforma de longo alcance, em suas próprias estratégias de marketing; fazendo bom uso dessa comunicação.

O aplicativo não pode ser temido, mas adotado e implementado nas estratégias de marketing. É um aplicativo muito econômico e provavelmente será usado por uma grande parte da comunidade interessada em conhecer os candidatos.

Por outro lado, o grande desafio do marketing político no WhatsApp é justamente conseguir essa “permissão” de contato. Não basta simplesmente conseguir o número do telefone do eleitor, é preciso que se tenha uma mensagem que o estimule a ler, ouvir e principalmente, engajar.

Darlan Campos é Consultor em Marketing Político, professor, escritor e membro fundador do CAMP - Clube Associativo dos Profissionais de Marketing Político. Especialista em Marketing Político e Comunicação Estratégica, Diretor executivo da República Marketing Político (http://republicamarketingpolitico.com.br/). Autor de dois livros sobre a temática: ‘Nas ruas e nas redes – estratégias de marketing político’, publicado pela editora Soares/SP, lançado em 2017, e 'Marketing Político - construção de candidaturas vitpriosas', editora Lexia/SP. Atua como consultor em Marketing Político com foco em campanhas eleitorais, mandatos parlamentares ou gestão e estratégia de comunicação política em estados e municípios. Tem experiência em: marketing político e público, marketing político digital administração de crise, planejamento de comunicação, e em estratégia para mobilização de causas.

Os artigos publicados pelos colunistas são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam as ideias ou opiniões do ES360.


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