A influência da imigração na economia das potências mundiais - parte 1 - ES360

A influência da imigração na economia das potências mundiais – parte 1

Futuro e inovação são temas que estimulam a minha curiosidade (que já é uma característica forte da minha personalidade) e me enchem de vontade de pesquisar a cada vez mais para entender onde estamos e para onde vamos.

No dia 22 de julho de 2020, tive a honra de mediar o encontro com o equilibrista Michael Sarkis, evento em que conversamos sobre carreira, finanças, economia entre outros assuntos.

Em determinado ponto do evento um assunto em especial tomou protagonismo e me chamou atenção: o poder dos imigrantes na economia americana e se isso pode ser um diferencial na corrida econômica entre a China e os Estados Unidos. Estávamos falando sobre futuro e inovação.

Alguns pontos interessantes foram levantados no debate, como os resultados obtidos por imigrantes nos EUA e a cultura da inovação deste países. Curioso que sou, logo após o fechamento do evento passei a pesquisar sobre o assunto para tentar entender um pouco sobre os impactos da imigração nos Estados Unidos e tudo mais que havia escutado naquela noite.

Comecei pelos aspectos históricos. Embora seja óbvio, é importante falar que o país do Tio Sam é predominantemente colonial. Salvo uma pequena parte de sua população composta por nativos, todos os americanos podem traçar a sua linha de ascendência a imigrantes de outras nações ao redor do mundo.

E não parou por aí: as pessoas ainda continuam indo para os EUA em busca de uma condição de vida melhor. Atualmente, a população imigrante americana é de aproximadamente 47 milhões de indivíduos, o que representa 19,1% dos migrantes internacionais em todo o mundo e 14,4% de sua população.

Com base nesses dados, podemos concluir que os Estados Unidos são um país bastante desejado pelos imigrantes. Mas, até que ponto isso pode ser um diferencial na corrida econômica? Seria o volume de imigração proporcional também quando falamos de imigração qualificada?

Nesse aspecto, os empresários imigrantes desempenham um papel importante na economia americana. Hoje, quase 3,2 milhões de imigrantes administram seus próprios negócios, o que os torna proporcionalmente mais propensos a serem empresários do que seus colegas nascidos nos Estados Unidos.

Especificamente sobre o mercado das grandes companhias, 44% das empresas da Fortune 500 (maiores empresas dos EUA) foram fundadas por imigrantes ou por seus filhos. Vale constar que as empresas da lista da Fortune 500 geraram mais de US$ 6 trilhões em receitas e empregaram 13,6 milhões de pessoas em 2019.

É notável o papel dos imigrantes na história americana e também que o ambiente de negócios e de inovação americano foi fundamental para extrair o melhor destes aventureiros.

Possivelmente, sem esse encontro, os EUA estariam em uma posição diferente da atual. Não é possível afirmar se tal posição seria economicamente melhor ou pior mas, levando em consideração os resultados entregues pelos imigrantes, tendo a concluir que eles foram indispensáveis para o desenvolvimento do país (principalmente considerando as raízes coloniais).

Contudo, o que isso tem a ver com a corrida econômica entre a China e os Estados Unidos? Na parte 2 deste artigo será realizado um comparativo sobre como se encontram os dados migratórios da China e a estratégia por ela adotada.

Sobre o autor

Bernardo Brandão. Foto: Divulgação
Bernardo Brandão. Foto: Divulgação

Bernardo Brandão. Advogado e Empresário. Sócio de Mendonça e Machado Advogados. Co-fundador de Sahvana.com. Membro da Diretoria do Ibef Jovem e Ibef Academy.

Ibef Academy é o ciclo de formação do IBEF Jovem ES, focado em conteúdo das áreas de finanças e economia. Seu objetivo é melhorar o ambiente de negócios e financeiro do Espírito Santo, através da auto capacitação de seus membros nas referidas áreas. O IBEF Jovem ES, por sua vez, é o braço do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças do Espírito Santo (IBEFES) que reúne profissionais com até 35 anos.

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